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Mais de 60% dos enfermeiros trabalham com medo de serem agredidos no país

Agressão ocorreu durante atendimento em São Joaquim de Bicas, na Grande Belo Horizonte

JR na TV|Do R7

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Mais de 60% dos enfermeiros trabalham com medo de serem agredidos no país. Em Minas Gerais, uma enfermeira foi atacada durante a triagem de um bebê. 

A agressão aconteceu em uma unidade de pronto atendimento em São Joaquim de Bicas, na Grande Belo Horizonte. A enfermeira levou socos e chutes após a mãe da criança se irritar durante o atendimento. “O meu psicológico está muito abalado. Eu estou vivendo à base de remédios, medicações. Eu não sei quão cedo eu vou conseguir trabalhar novamente.” 

Dados do Conselho Federal de Enfermagem revelam que 63,2% dos profissionais brasileiros da área não se sentem seguros no trabalho. Quase 30% (28,7%) afirmam já ter sofrido algum tipo de violência em unidades de saúde. Agressões verbais e psicológicas são as mais comuns. 

A mãe do bebê disse estar arrependida e pediu desculpas à enfermeira. “Eu peço muito desculpa pra ela. Eu sou culpada. Eu já fui lá no batalhão. Já conversei com a polícia civil. Vou ser ouvida daqui uns 15 dias.” Segundo o presidente em exercício do Coren-MG, a violência afeta a qualidade da assistência: “Nós estamos do mesmo lado.”


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