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MP-SP cita ligação próxima entre criminosos do PCC e policiais de alta patente

Os promotores tiveram acesso a mensagens e áudios que mostram a ligação entre criminosos, policiais civis e militares de alta patente

JR na TV|Do R7

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Uma investigação do Ministério Público de São Paulo revelou mais um braço da lavagem de dinheiro do PCC. Os promotores citam uma ligação próxima entre criminosos e policiais de alta patente. A operação é o desdobramento de outras investigações sobre o PCC na capital paulista.  

Os dois principais alvos foram Cléber Azevedo dos Santos, que foi preso e Leonardo Monteiro Moja, o Léo do Moinho, apontado como um dos principais chefes da facção no centro de São Paulo. Ele já estava preso. Os dois enviavam o dinheiro para ser lavado em uma fintech - empresa de tecnologia de serviços financeiros - que depois era distribuído para outras empresas e laranjas.  

Os promotores tiveram acesso a mensagens e áudios que mostram a ligação entre criminosos, policiais civis e militares de alta patente. Nenhum agente público foi alvo da operação desta terça-feira (21). Em uma das mensagens Cleber diz que precisa de R$ 100 mil para pagar policiais de um dos principais departamentos da polícia paulista, o DEIC.  

Um dos investimentos da facção criminosa ficava em Bertioga, no litoral paulista. Uma casa avaliada em R$ 4 milhões que foi alvo de disputa entre criminosos investigados. Para resolver o impasse eles montaram o chamado "Tribunal do Crime". O relatório cita três coronéis da Polícia Militar paulista que atualmente estão na reserva. Um deles estava em um grupo de mensagens com dois investigados. A Secretaria da Segurança Pública não se pronunciou sobre os agentes citados na investigação. 

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