Logo R7.com
RecordPlus
JR 24H
‌

Nova operação liga o Banco Master ao esquema de lavagem de dinheiro do PCC

Ação conjunta cumpre mandados em sete estados para desmantelar esquema financeiro

JR na TV|Do R7

  • Google News

Uma nova operação liga o Banco Master ao esquema de lavagem de dinheiro do PCC. O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal cumpriram mandados em sete estados. 13 pessoas são investigadas, entre elas Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, apontado como operador do esquema de Daniel Vorcaro. 

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em 29 endereços vinculados a 13 pessoas e 24 empresas em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Santa Catarina. É a terceira fase da Operação Carbono Oculto, iniciada em agosto de 2025. 

Desta vez, o objetivo é desmontar uma engrenagem financeira que teria sido usada para lavar dinheiro, ocultar patrimônio e mascarar a compra da Terrana, uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país. Segundo o Ministério Público, estruturas e laranjas teriam sido usadas para esconder a participação de integrantes de uma organização criminosa no controle dos negócios. 

De acordo com a investigação, os compradores da Terrana teriam sido Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, apontados como chefes de um grupo com ligações com o Primeiro Comando da Capital, o PCC. Os dois estão foragidos desde a primeira fase da operação, e a reportagem não localizou a defesa deles. 

O suposto esquema envolveria ainda uma financeira que pertenceu a Antonio Carlos Freixo Júnior, além de um ex-diretor do Banco Genial com relações empresariais com Daniel Vorcaro. Freixo Júnior tem um acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a investigação, ele aparece como vencedor de 570 prêmios e apostas de loteria, que somariam mais de R$ 176 milhões, além de movimentações em espécie. 

O Gaeco e a Receita Federal investigam o uso de fundos de investimento, fintechs e empresas de fachada para ocultar a movimentação de pouco mais de R$ 11,5 bilhões entre 2021 e 2025. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, “o que nós estamos identificando são fundos de investimento. São fundos de investimento que são usados dentro de outros fundos de investimento, que são propriedade de uma administradora de recursos ou um só banco, que fazem o papel de ocultação de patrimônio”. 

A Receita Federal afirma que a investigação deve ampliar a apuração sobre outros setores econômicos usados pelo grupo. A defesa de Antonio Carlos Freixo Júnior disse que não vai comentar as novas suspeitas, em respeito à confidencialidade do acordo de colaboração firmado com a Procuradoria-Geral da República e homologado pelo Supremo. 


No RecordPlus, tem mais conteúdo da RECORD para você, ao vivo e de graça. Baixe o app aqui!

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.