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Passageiros com deficiência relatam recusas de motoristas de aplicativo em diferentes estados

Flagrantes mostram discriminação contra passageiros com necessidades especiais

JR na TV|Do R7

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O Jornal da Record mostrou flagrantes de motoristas de aplicativo que recusam corridas quando percebem que os passageiros são pessoas com deficiência. Em um vídeo, mãe e filha esperam um carro na porta do condomínio. Quando o motorista de aplicativo chega e vê que uma delas é cadeirante acelera e vai embora. Haiany tem uma doença degenerativa, que dificulta a locomoção. Sempre que avisa o motorista sobre a cadeira de rodas, quase sempre a corrida é cancelada. "É muito humilhante, né, porque a gente já fica naquilo de: 'ah, porque eu sou deficiente, a gente tem muita limitação'. Aí quando a gente resolve sair de casa, é esse problema todo", comenta Haiany Marques De Oliveira. A irmã de Haiany é advogada e processou a plataforma. 

De acordo com a lei brasileira de inclusão, recusar atendimento por causa de alguma deficiência é considerado crime. A pena chega a três anos de prisão e multa. A presidente da comissão da pessoa com deficiência, Luciana Prudente, comenta: "Isso é considerado discriminação pela condição da pessoa. tanto o cão-guia, quanto a cadeira, o andador, a tecnologia assistida pra que a pessoa utilize." 


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