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PF investiga suposta atuação do senador Jaques Wagner em favor do Banco Master no Congresso

Senador é alvo de buscas em operação que apura favorecimento ao Banco Master no Congresso

JR na TV|Do R7

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A nona fase da Operação Compliance Zero investiga se o senador Jaques Wagner, do PT da Bahia, atuou em favor do Banco Master no Congresso. Foram 18 mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Salvador. No quarto de Jaques Wagner, em um hotel na capital federal, os agentes encontraram US$ 49 mil em espécie (cerca de R$ 253 mil), além de 13 relógios de luxo. Na casa do senador, em Salvador (BA), foram apreendidos dois celulares e cerca de R$ 330 mil entre euros, dólares e reais. 

Outro alvo da operação é o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Os agentes fizeram buscas em Brasília, na casa da esposa de Augusto, Flávia Peres, ex-deputada federal e ex-ministra de Bolsonaro. Na capital baiana, a investigação foi até um instituto presidido por Flávia. 

Augusto Lima é ex-dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro. O principal ativo do banco era o Credcesta, cartão de benefícios para servidores públicos da Bahia, criado quando Jaques Wagner governou o estado (2007–2014). De 2019 a 2024, já como sócio do Banco Master, Augusto expandiu o Credcesta, que virou porta de entrada do Master no mercado de consignados para os servidores da Bahia. A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo. 

Segundo a Polícia Federal, um apartamento de alto padrão, em Salvador, foi negociado entre Augusto Lima e Jaques Wagner. O imóvel é avaliado em quase R$ 2,5 milhões. Um enteado de Jaques Wagner teria cobrado dinheiro de Augusto Lima. No documento, a transcrição: "Amanhã vencem e os boletos são altos". Uma empresa da família do senador teria recebido R$ 3,5 milhões. A PF ainda investiga se o senador atuou em favor do Banco Master no Congresso. 

Em nota, Jaques Wagner afirma que não é réu, não foi denunciado nem acusado em nenhum processo relacionado ao caso. Ele afirma que o apartamento de luxo jamais integrou seu patrimônio, e que os valores em espécie apreendidos são diárias legais, declaradas e que não foram utilizadas em missões internacionais oficiais. 

A defesa de Augusto Lima afirmou que a operação foi desnecessária e que o empresário está à disposição da Justiça há meses. 


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