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Polícia descobre fábrica no RJ de fio cortante de pipa, responsável por mortes em todo o Brasil

No galpão, na zona sudoeste do Rio, cinco pessoas foram presas, pagaram fiança e vão responder em liberdade por crime ambiental

JR na TV|Do R7

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As linhas são chilenas só no nome. A polícia descobriu uma fábrica no Rio de Janeiro desses fios cortantes de pipa, responsáveis por mortes em todo o Brasil. 

O material é produzido em fábricas clandestinas. No galpão, na zona sudoeste do Rio, cinco pessoas foram presas, pagaram fiança e vão responder em liberdade por crime ambiental. Segundo a delegada Josy Leal, a pena pode chegar a quatro anos de reclusão. Ela alerta que quem solta pipa com esse tipo de linha também pratica crime. 

O uso, a posse e a venda de cerol e de linhas cortantes, como a chilena, são proibidos em pelo menos 14 estados e no Distrito Federal. Só no Rio de Janeiro, de janeiro a setembro deste ano, foram registradas 639 denúncias sobre a atividade. 

Em agosto, o coronel do Exército Álvaro Ferreira morreu ao cair de um parapente, na praia de São Conrado. O acidente foi provocado por uma linha cortante. Dias antes, em Itanhaém, no litoral paulista, Adriano da Silva morreu após uma linha rasgar parte do equipamento de seu paramotor e se enroscar no motor. 

A linha chilena tem pó de quartzo e óxido de alumínio na composição, o que deixa o fio até quatro vezes mais cortante que as linhas comuns. Segundo um químico, o acesso aos produtos e a fabricação são fáceis, mas trata-se de “uma brincadeira perigosa”. 


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