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Relatórios mostram que Discord não agiu com agilidade para interromper crimes em transmissões

Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, o Noad fez cerca de 80 comunicações emergenciais sobre crimes graves que aconteciam em tempo real

JR na TV|Do R7

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Relatórios da Polícia de São Paulo mostram que a plataforma Discord não agiu com agilidade para interromper crimes cometidos em transmissões pela internet. 

Entre maio de 2025 e janeiro de 2026, o Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) fez cerca de 80 comunicações emergenciais sobre crimes graves que aconteciam em tempo real. Em um dos casos, a plataforma demorou 17 dias para derrubar um servidor usado pelos criminosos. 

Segundo o relatório, o Discord não age de forma preventiva para derrubar servidores criminosos e as medidas só ocorrem após pedidos da polícia. A delegada Lisandrea Salvariego afirma que as transmissões envolvem crimes graves, como automutilação, suicídio, estupro virtual e maus-tratos a animais. 

Um dos casos citados é o de uma adolescente que cometeu suicídio em Mato Grosso do Sul após sofrer abuso psicológico na plataforma. A Agência Nacional de Proteção de Dados interrompeu as lives no Discord. Procurada, a empresa contestou os casos citados e afirmou manter diálogo com o Noad. 

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