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Um a cada quatro jogadores de futebol americano morreu com doença degenerativa, segundo pesquisa

O motivo é o impacto do esporte no cérebro dos atletas

JR na TV|Do R7

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Uma pesquisa revela que pelo menos um a cada quatro jogadores profissionais de futebol americano dos Estados Unidos tinha uma doença degenerativa ao morrer. O motivo é o impacto do esporte no cérebro dos atletas: uma atividade com impactos no cérebro repetidos ao longo dos anos e que podem trazer consequências por décadas. Um novo estudo analisou o cérebro de 235 ex-atletas da NFL, a liga profissional de futebol americano dos Estados Unidos.  

Em todos os casos, pessoas já falecidas. A conclusão: de todos os 878 ex-atletas que morreram entre 2016 e 1021, pelo menos 215 - 24,5%, - tinham uma doença degenerativa no cérebro. O número pode ser ainda maior, já que os cientistas não conseguiram analisar os cérebros de todos os atletas falecidos - mas apenas daqueles que doaram o cérebro para a ciência. Na população em geral, menos de 1% enfrenta a condição.  

Os pesquisadores explicam que o capacete pode prevenir fraturas no crânio, mas não as lesões cerebrais que levam à doença. Além disso, o risco está mais relacionado à quantidade do que à força dos impactos na cabeça acumulados ao longo da vida. Uma professora da faculdade de medicina de Boston conta que, se as crianças começam a jogar aos cinco anos e só param no ensino médio, isso já representa um problema.  

Os autores do estudo pedem que a liga americana tome providências para proteger os atletas. Há 10 anos, a NFL pagou mais de US$ 1 bilhão em indenizações para ex-jogadores com doenças cerebrais. 

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