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Venezuela: tragédia deixa ao menos 188 mortos, 1,5 mil feridos e 37 mil desaparecidos

A Venezuela já enfrentava uma grave crise política e econômica, e o impacto dessa sequência de terremotos pode agravar ainda mais a situação do país

JR na TV|Do R7

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O Jornal da Record começa com a cobertura da tragédia na Venezuela. O país foi atingido por dois terremotos em sequência. Pelo menos 188 pessoas morreram, mais de 1,5 mil ficaram feridas, e o número de desaparecidos pode passar de 37 mil.  

No momento, a maior preocupação de quem está fora do país é a falta de comunicação. As linhas telefônicas e o acesso à internet ainda não foram totalmente restabelecidos. Muitas pessoas continuam desaparecidas ou presas sob os escombros, enquanto as equipes de resgate seguem nas buscas iniciadas na noite da última quarta-feira (24).  

Milhares de moradores também estão desabrigados e sem perspectiva de retorno para casa. A situação é mais crítica em La Guaira, na capital Caracas e em cidades vizinhas, onde a destruição foi mais intensa.  

A Venezuela já enfrentava uma grave crise política e econômica, e o impacto dessa sequência de terremotos pode agravar ainda mais a situação do país. 

18h de quarta-feira (24) na Venezuela, 19h no Brasil. A rotina dos moradores foi interrompida por um terremoto de magnitude 7,2 em uma escala que vai até 10. Uma família correu de casa assim que o chão começou a tremer. Pessoas que estavam na rua foram surpreendidas.  

Em La Guaira, um dos estados mais atingidos, uma partida de beisebol foi interrompida. Torcedores e jogadores saíram correndo do campo. Nas ruas da capital, Caracas, também houve pânico e correria. "Foi o mais forte que já senti. Foi longo e intenso", relata uma moradora. Pouco tempo depois, um novo tremor, ainda mais forte: magnitude 7,5.  

Em um shopping, não havia lugar seguro para se abrigar. Os dois terremotos provocaram destruição generalizada. Quando a terra parou de tremer, começou uma nova etapa da tragédia: a busca por sobreviventes. Já era noite quando os bombeiros começaram a chegar às áreas mais atingidas.  

"Há dezenas de prédios desabados e estamos empenhados em um grande esforço de resgate para salvar vidas", disse a presidente Delcy Rodríguez no primeiro pronunciamento após o terremoto. À medida que as horas passavam, aumentavam os relatos de pessoas desaparecidas. "Estou desesperada. Só quero saber onde meu filho está, se está preso ou em um abrigo". E as primeiras mortes começaram a ser confirmadas. "Perdi minha filha, meu neto e minha neta, que nasceria daqui a um mês".  

As buscas atravessaram a madrugada. Mas ainda não há bombeiros e especialistas suficientes para alcançar todos os pontos atingidos. Muitas pessoas ainda estão presas no alto dos prédios danificados. Um motoqueiro percorreu as ruas de La Guaira para mostrar a dimensão da destruição.  

Nos Estados Unidos, vive uma grande comunidade venezuelana. Mesmo longe de casa, muitos deles estão se mobilizando para ajudar as vítimas do terremoto. Bares e restaurantes se transformaram em pontos de arrecadação de medicamentos e alimentos. Todo o material será enviado para as áreas atingidas pela tragédia. 

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