‘Núcleo 1′: relembre as defesas dos aliados de Bolsonaro na tentativa de golpe de Estado
Integrantes do ‘núcleo central’ pediram absolvição e alegaram que não há provas concretas que sustentem acusações feitas pela PGR
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O STF (Supremo Tribunal Federal) inicia nesta terça-feira (2) o julgamento do “núcleo 1“, composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, acusados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
O grupo reúne oito réus considerados peças centrais na articulação golpista. Todos se tornaram réus em decisão unânime da Suprema Corte, em março deste ano.
Veja quem são:
O que diz a denúncia da PGR
A PGR (Procuradoria-Geral da República) sustenta que Bolsonaro e aliados estruturaram uma organização criminosa estável, com divisão de funções, para manter o ex-chefe de Estado no poder mesmo derrotado nas urnas.
Entre os indícios apresentados estão minutas de um decreto golpista e rascunhos de planos denominados “Luneta”, “Copa 2022” e “Punhal Verde Amarelo”.
Nas alegações finais, todos os acusados solicitaram absolvição, argumentando inexistirem provas consistentes para sustentar as acusações apresentadas pela PGR.
Leia mais
Veja os argumentos das defesas
Walter Braga Netto
Segundo a PGR, o ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022 exerceu papel de destaque na suposta organização criminosa, aderindo ao plano golpista e coordenando ações.
A defesa de Augusto Heleno alega ausência de provas concretas que sustentem as acusações da PGR e nega que Heleno tenha integrado uma “cúpula golpista” ou direcionado o aparato estatal para fins antidemocráticos
Ton Molina/STF - 10/06/2025
Almir Garnier Santos
O ex-comandante da Marinha é apontado como figura estratégica no núcleo militar que apoiou Bolsonaro e a tentativa de golpe de Estado.
A defesa do almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, negou que ele tenha colocado tropas à disposição de Bolsonaro e pediu a absolvição do ex-comandante da Marinha.
Ton Molina/STF - 10/06/2025
Anderson Torres
O ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF teria contribuído de forma ativa para um projeto ilegítimo de poder liderado por Bolsonaro, visando à ruptura da ordem democrática.
Os advogados do ex-ministro da Justiça Anderson Torres pediram a absolvição, afirmando que ele não cometeu nenhum crime. Para a defesa, as condutas imputadas a ele são atípicas e não há provas de participação dolosa nos crimes que está sendo acusado
Ton Molina/STF
Augusto Heleno
General da reserva e ex-ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), atuou como um dos nomes mais influentes do núcleo militar próximo a Bolsonaro. Auxiliou o ex-presidente na elaboração e no direcionamento de mensagens contra instituições democráticas.
A defesa de Braga Netto negou a participação dele em qualquer plano golpista e defendeu a anulação do processo por supostas nulidades processuais
José Cruzr/Agência Brasil - Arquivo
Alexandre Ramagem
Conforme a PGR, o ex-diretor da Abin integrava o “núcleo decisório” da organização criminosa e comandou uma estrutura paralela de inteligência voltada a objetivos políticos.
A defesa do deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, negou que ele tenha ordenado o monitoramento ilegal de ministros do STF e de desafetos políticos de Bolsonaro
Fellipe Sampaio/STF - 9/06/2025
Paulo Sérgio Nogueira
General e ex-ministro da Defesa, seria responsável por coordenar a relação entre Forças Armadas e processo eleitoral, segundo a denúncia.
A defesa de Paulo Sérgio Nogueira diz que ele sempre foi contrário a qualquer medida de exceção e trabalhou ativamente para evitar um golpe
Rosinei Coutinho/STF
Perguntas e Respostas
Qual é o contexto do julgamento do "núcleo 1"?
O STF (Supremo Tribunal Federal) inicia o julgamento do "núcleo 1", que é composto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados, acusados de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Quem são os réus envolvidos no "núcleo 1"?
O "núcleo 1" reúne oito réus considerados peças-chave na tentativa de golpe de Estado, todos se tornaram réus na Suprema Corte em uma decisão unânime em março deste ano.
Quais são as acusações feitas pela PGR?
A PGR (Procuradoria-Geral da República) afirma que Bolsonaro e seus aliados formaram uma organização criminosa estável, com divisão de tarefas, para manter o ex-chefe de Estado no poder, mesmo após a derrota nas eleições. Entre as provas estão minutas de um decreto golpista e rascunhos de planos com nomes como "Luneta", "Copa 2022" e "Punhal Verde Amarelo".
Como os réus se defenderam das acusações?
Todos os réus pediram a absolvição e alegaram que não há provas concretas que sustentem as acusações feitas pela PGR.
Qual foi o papel do ex-ministro da Defesa nas acusações?
Segundo a PGR, o ex-ministro da Defesa, que foi candidato à vice de Bolsonaro em 2022, assumiu um papel de destaque na organização criminosa, aderindo ao plano golpista e coordenando suas ações.
Quem mais é considerado peça-chave no "núcleo fardado" que apoiou Bolsonaro?
O ex-Comandante da Marinha é considerado uma peça-chave no "núcleo fardado" que apoiou Bolsonaro na tentativa de golpe de Estado.
Qual foi a contribuição do ex-ministro da Justiça para o projeto de poder?
O ex-ministro da Justiça e Secretário de Segurança Pública do DF teria contribuído ativamente para um projeto ilegítimo de poder liderado por Bolsonaro, visando à ruptura da ordem democrática.
Qual foi a influência do general da reserva e ex-ministro-chefe do GSI?
Ele é um dos nomes mais influentes do núcleo militar próximo a Bolsonaro, auxiliando o ex-presidente na construção e direcionamento de mensagens de ataque às instituições democráticas.
Qual era a função de Ramagem na organização criminosa?
De acordo com a PGR, Ramagem era integrante do "núcleo decisório" da organização criminosa e comandou uma estrutura paralela de inteligência para fins políticos.
Qual era a responsabilidade do general do Exército e ex-ministro da Defesa?
Ele era responsável por coordenar a relação entre as Forças Armadas e o processo eleitoral, conforme afirma a PGR.
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