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Acusado de matar ex-companheira na frente da filha de 5 anos vai a júri popular em BH

Juíza manteve a prisão preventiva de Alex de Oliveira Sousa, denunciado por feminicídio qualificado; vítima tinha medida protetiva e foi morta na véspera de Ano Novo

Minas Gerais|Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alex de Oliveira Sousa será julgado por júri popular em Belo Horizonte, acusado de feminicídio qualificado contra sua ex-companheira, Cinthya Micaelle Soares Roliz.
  • O crime ocorreu na presença da filha do casal, de 5 anos, e em descumprimento de medida protetiva de urgência.
  • Alex invadiu a casa da vítima e realizou disparos de arma de fogo, resultando na morte de Cinthya na véspera de Ano Novo.
  • Após o crime, Alex fugiu e foi capturado três semanas depois; ele possui histórico de violência doméstica e tentativas de homicídio contra outras companheiras.

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Cinthya Micaelle Soares Roliz tinha medida protetiva contra o suspeito Cinthya Micaelle Soares Roliz tinha medida protetiva contra o suspeito

O homem acusado de matar a ex-companheira na frente da própria filha, de apenas 5 anos, no bairro Jardim América, na região Oeste de Belo Horizonte, será levado a júri popular. A decisão é da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Juízo Sumariante do Tribunal do Júri da capital, que pronunciou Alex de Oliveira Sousa pelos crimes atribuídos pelo Ministério Público e manteve a prisão preventiva do réu.

Na decisão, a magistrada entendeu que há prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri.


Alex foi pronunciado por feminicídio praticado em contexto de violência doméstica, com as qualificadoras de o crime ter sido cometido na presença da filha do casal, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e em descumprimento de medida protetiva de urgência, além da agravante de motivo torpe. A juíza também destacou a gravidade concreta do crime, o histórico criminal do acusado e a necessidade de garantir a ordem pública ao manter a prisão preventiva.

O crime ocorreu na manhã de 31 de dezembro de 2025. Segundo as investigações, Alex invadiu a casa onde a ex-companheira, Cinthya Micaelle Soares Roliz, de 26 anos, morava após o fim do relacionamento. Ele pulou o muro da residência, entrou no quarto onde a vítima dormia ao lado da filha do casal e efetuou diversos disparos de arma de fogo. Cinthya morreu no local.


De acordo com a Polícia Civil, o casal manteve um relacionamento por cerca de seis anos e estava separado havia aproximadamente três meses. A separação ocorreu depois que Cinthya descobriu uma traição do então companheiro. Familiares relataram que ela era vítima de violência doméstica, sofria ameaças constantes e possuía medida protetiva contra Alex.

Após o homicídio, o suspeito fugiu e permaneceu foragido por cerca de três semanas. Ele foi localizado e preso em 22 de janeiro deste ano, em uma área de sítio em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Conforme a delegada Iara França Camargos, responsável pelas investigações, Alex resistiu à prisão e utilizou cães de grande porte para tentar impedir a abordagem dos policiais.


A investigação também apontou um histórico de violência do acusado. Segundo a Polícia Civil, Alex já havia tentado matar outras companheiras e, durante o relacionamento com Cinthya, a agredia frequentemente. Familiares afirmaram que ele chegou a deslocar o ombro da vítima e também agrediu a ex-sogra.

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o relato da filha do casal, que presenciou toda a ação. Conforme informado pela delegada, a criança contou que viu “fumaça” saindo do corpo da mãe após os disparos. À época, a mãe da vítima, Ângela Fernandes Soares, criticou a falta de proteção oferecida à filha e afirmou que as diversas denúncias e boletins de ocorrência registrados contra o suspeito não impediram o desfecho trágico.

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