Acusado de matar jornalista em Ipatinga (MG) é condenado a 16 anos de prisão
Alessandro Augusto Neves também não terá direito de recorrer em liberdade
Minas Gerais|Do R7

Mais um acusado de envolvimento no assassinato do jornalista Rodrigo Neto, em Ipatinga, no Vale do Rio Doce, foi condenado no início da noite desta sexta-feira (19). Alessandro Augusto Neves, o Pitote, de 31 anos, foi sentenciado a 16 anos de prisão em regime fechado pelo crime de homicídio qualificado e por tentativa de homicídio contra outra vítima. O juiz Antônio Augusto Calaes de Oliveira ainda negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.
O júri começou por volta de 9h10, na 2ª Vara Criminal da comarca de Ipatinga. Já o Ministério Público foi representado pelo promotor Francisco Ângelo Silva Assis.
Em agosto do ano passado, a Justiça condenou o investigador de Polícia Civil, Lúcio Lírio Leal, de 22 anos, a 12 anos de prisão em regime fechado pela morte do jornalista. Na ocasião, a Justiça declarou também a perda do cargo do policial e negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade.
Outros oito policiais - seis civis e dois militares - foram presos durante as investigações por participação em uma série de crimes no Vale do Aço. Um médico legista foi solto por ter comprovado inocência, enquanto os outros sete tiveram a prisão temporária renovada.
Lembre
O jornalista e radialista Rodrigo Neto foi morto com cinco tiros no dia 8 de março de 2013, em Ipatinga. Ele era repórter policial e investigava uma milícia que atuava na região. Trinta e sete dias após a morte de Neto, o fotógrafo freelancer Walgney Assis Carvalho foi assassinado em um pesque-pague da cidade.
O réu recebeu uma pena total de 16 anos de reclusão, em regime fechado
O Conselho de Sentença considerou o réu culpado pelo homicídio qualificado de R. e pela tentativa de homicídio de L.















