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Vigilância Sanitária faz nova vistoria após contaminação de água em maternidade em BH

De acordo com a prefeitura, procedimentos de limpeza e desinfecção dos reservatórios de água já foram realizados

Minas Gerais|Stephanie Lisboa e Matheus Trindade*, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Vigilância Sanitária de Belo Horizonte realiza nova vistoria na Maternidade Odete Valadares devido à contaminação da água.
  • Contaminação da água foi identificada pela empresa GHS Indústria e Serviços Ltda, com bactérias perigosas como Pseudomonas aeruginosa.
  • Relatório aponta níveis alarmantes de contaminação em setores críticos, representando risco para pacientes, especialmente recém-nascidos.
  • Funcionários questionam ações da maternidade após a repercussão do caso e aguardam posicionamento da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Servidores da maternidade questionam a condução adotada pela unidade após a repercussão do caso Reprodução/RECORD Minas

A Vigilância Sanitária de Belo Horizonte realizou, nesta quarta-feira (20), uma nova vistoria na Maternidade Odete Valadares após a identificação de contaminação na água utilizada em setores críticos da unidade hospitalar.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, equipes técnicas já haviam estado no hospital na última segunda-feira (18), quando tiveram início as apurações sobre as condições do sistema de abastecimento e as medidas adotadas pela maternidade.


De acordo com a prefeitura, procedimentos de limpeza e desinfecção dos reservatórios de água já foram realizados.

A contaminação foi identificada em análises laboratoriais feitas no dia 14 de abril pela empresa GHS Indústria e Serviços Ltda. O resultado consta em um relatório oficial datado de 6 de maio de 2026.


Relatório aponta bactéria em setores críticos

Um ofício encaminhado pelo Sindsaúde-MG à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), ao Ministério Público de Minas Gerais e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais alerta para níveis considerados alarmantes de contaminação microbiológica em áreas sensíveis da maternidade.

Segundo o documento, foi identificada presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, conhecida por causar infecções hospitalares graves e apresentar alta resistência a antibióticos.


As concentrações mais elevadas foram registradas em setores considerados críticos, como:

  • bloco cirúrgico;
  • bloco obstétrico;
  • lactário;
  • Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (UCIM);
  • setor de pasteurização;
  • Serviço de Nutrição e Dietética;
  • Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN);
  • Central de Material e Esterilização (CME).

Em alguns pontos, como bloco cirúrgico, bloco obstétrico e lactário, os níveis ultrapassaram 2.000 UFC/100mL, índice muito acima do recomendado.


Risco para recém-nascidos e pacientes

No ofício, o sindicato afirma que a situação representa risco iminente para pacientes, principalmente recém-nascidos internados em unidades neonatais.

Segundo o documento, a presença da bactéria em pias de higienização, áreas cirúrgicas e setores de alimentação rompe protocolos básicos de biossegurança e pode favorecer casos de infecção hospitalar, sepse neonatal e até mortes.

O texto também cita preocupação com a exposição de trabalhadores da saúde às condições consideradas insalubres.

Relatos de servidores

Além da contaminação, servidores da maternidade questionam a condução adotada pela unidade após a repercussão do caso.

Segundo relatos feitos ao sindicato, galões de água mineral que estariam em setores administrativos e de chefia teriam sido levados para corredores da maternidade durante a presença da Vigilância Sanitária, como forma de demonstrar abastecimento alternativo.

A reportagem aguarda posicionamento oficial da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais sobre os apontamentos do relatório e as denúncias apresentadas pelos trabalhadores.

Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte reforçou que a Maternidade Odete Valadares integra a rede da Fhemig e, portanto, é administrada pelo Governo de Minas Gerais.

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