Acusado de matar segurança de boate e testemunha de crime é condenado a 34 anos de prisão
Crime aconteceu em 2012; segurança foi morto por vingança
Minas Gerais|Do R7
A Justiça mineira condenou um homem a 34 anos de prisão pela morte do segurança de uma boate e de uma testemunha do crime em fevereiro de 2012. A sentença, dada pela comarca de Abre Campo, na Zona da Mata, foi confirmada pela 5ª Câmara Criminal do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais).
De acordo com o Ministério Público, o réu, identificado como M.H.P, matou o segurança do estabelecimento depois de ir ao local pedindo que a vítima, conhecida como Maguila, devolvesse sua arma de fogo que havia sido apreendida na boate dias antes. Em seguida, P. Convidou Maguila para tomar uma bebida e, inesperadamente, sacou um revólver e matou o segurança, para se vingar da represália que havia sofrido no estabelecimento.
Em meio ao ataque, a vítima ainda tentou correr e se esconder atrás do trailer, mas acabou atingida. Enquanto isso, uma testemunha que passava pela região presenciou a cena. Ao notar que havia sido flagrado, o homem correu atrás da vítima e disparou várias vezes e fugindo de carro logo depois.
O acusado foi condenado em primeira instância em regime fechado, mas recorreu da decisão, pedindo a anulação do júri. Ele alegou que a sentença foi contrária às provas e que foi obrigado a permanecer de algemas durante a sessão.
O desembargador do processo, Júlio César Lorens, ressaltou que, embora o uso de algemas gere constrangimento para o acusado, o juiz permitiu que isso acontecesse pois considerava que o homem poderia reagir de maneira violenta ou indevida devido aos seus antecedentes. O magistrado explicou ainda que o assassino é “pessoa fria” e “conhecido da Polícia Civil, tendo seu nome relacionado à vários crimes.
Diante destas e outras constatações, o relator manteve a decisão e foi acompanhado pelos desembargadores Alexandre Victor de Carvalho e Pedro Coelho Vergara.















