Advogada de sobreviventes de quadrilha diz que ação da polícia foi "massacre"
Superintendente da Polícia Civil rebate e chama bandidos de desalmados
Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

A advogada de integrantes da quadrilha que teve dez integrantes mortos no último sábado (22) por policiais, em Itamonte, na região sul de Minas Gerais, Elizabeth Pezzuol, criticou a ação da polícia. Segundo ela, os suspeitos não estavam com intenção de roubar com violência, mas sim de furtar uma agência bancária.
— Ainda que eles estivessem na cidade para furtar - porque pela hora eles não estava querendo roubar, o roubo exige a violência. Eles estavam na cidade com a intenção de furto, ou seja, sem machucar ninguém, levar o que eles entendiam que podiam.
A defensora ainda chamou de "massacre" a ação da polícia durante o flagrante na praça no centro da cidade de 12 mil habitantes.
— Na concepção legal o crime é impossivel, já que eles estavam sendo monitorados, policiados. Então deram a eles a oportunidade do furto, com a intenção de matar. Porque fecharam ruas com carreta, eles (policiais) não impediram que eles (infratores) entrassem no banco, mas impediram que saíssem a tiros, com bala na cabeça. Isso foi chacina.
"Desalmados"
O superintendente da Polícia Civil de Minas Gerais, Jefferson Botelho, rebateu as acusações. Segundo ele, a ação do do Estado foi legítima. Ainda, conforme Botelho, a resposta foi "positiva" e da própria sociedade.
— O Estado tem a autorização legal no artigo 23 e 25 do Código Penal. Então foi uma ação enérgica, uma resposta positiva, não só do Estado, mas da própria sociedade. São bandidos desalmados, organizados e já contumazes nessa prática de delito.
Os criminosos pretendiam assaltar duas agências bancárias em Itamonte com dinamites e fuzis, mas foram surpreendidos pelos policiais.















