Minas Gerais Advogado pagou barra de maconha para matar amigo, diz Polícia Civil

Advogado pagou barra de maconha para matar amigo, diz Polícia Civil

Investigações apontaram que Thiago Fonseca Carvalho, de 33 anos, contratou dois irmãos para assassinar Juliano César Gomes, de 37 anos, em Minas 

O homem de 33 anos, suspeito de mandar matar o advogado Juliano César Gomes, de 37 anos, pagou uma barra de cerca de 1kg de maconha a dois homens para que seu colega fosse assassinado. O crime aconteceu em maio, mas o corpo de Juliano só foi encontrado no mês seguinte, em uma estrada que liga Sete Lagoas a Funilândia, a cerca de 80km de Belo Horizonte.

A informação foi repassada pela Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (4).

Thiago Fonseca Carvalho, de 33 anos, foi preso nesta terça (3), em Contagem, na Grande BH. De acordo com a delegada Letícia Gamboge, os policiais chegaram até o suspeito depois de receberem informações de que ele estaria circulando em um carro alugado na região de Venda Nova. 

— Ele [suspeito] havia feito a locação de um carro. O suspeito estava trafegando quando foi abordado pelos policiais. Não resistiu a prisão e foi conduzido a uma delegacia. 

A Justiça já tinha dois mandados de prisão contra Fonseca, um de prisão temporária e outro de prisão preventiva, que foi cumprido nesta terça. O advogado era considerado foragido desde junho. Ele é apontado como mandante do assassinado do também advogado, amigo e ex-sócio Juliano César Gomes. 

Advogado foi morto a tiros em uma emboscada em MG

Advogado foi morto a tiros em uma emboscada em MG

Reprodução/RecordTVMinas

De acordo com a Polícia Civil, dois irmãos, de 27 e 21 anos, foram contratados por Fonseca para matar César. A dupla já está presa e foi responsável por apontar o local onde Juliano foi morto.

Barra de maconha

Segundo a polícia, as investigações apontam que Thiago Fonseca conheceu os executores de César em uma festa, na cidade de Sete Lagoas, a 70 km de Belo Horizonte. Ele não se identificou como advogado e, inicialmente, para se aproximar da dupla, teria oferecido uma barra de 1 kg de maconha para que a dupla vendesse em troca de uma participação no lucro. 

De acordo com a delegada, pouco tempo depois, Fonseca mudou a proposta e ofereceu mais drogas para que os irmãos matassem César.

— No momento da divisão dos lucros, o suspeito teria prometido mais uma quantidade de droga, mas não especificou quanto seria. Então, os irmãos cometeram esse crime. 

Motivação

A motivação do assassinato seria queima de arquivo. Em 2018, Fonseca foi preso durante a operação Apate. Ele seria o líder de uma quadrilha que movimentou cerca de R$ 150 milhões em um esquema que envolvia lavagem de dinheiro e falsificação de documentos. A vítima foi relacionada como testemunha no processo e avisou ao Thiago Fonseca que, em juízo, iria contar tudo o que sabia.

— César seria testemunha de um processo contra Fonseca, processo esse que tramita em segredo de Justiça. 

A Polícia Civil descartou a participação de outras pessoas no caso, inclusive de uma mulher com quem Fonseca havia marcado um encontro no dia em que foi assassinado. Para os investigadores, não restam dúvidas de que a vítima foi atraída para uma emboscada.

— Nós teriamos já, comprovadamente, esses três envolvidos. O mandante, que seria Thiago Fonseca, e os dois irmãos que seriam executores e acabaram confessando a participação. Fonseca já foi encaminhado para o Ceresp Gameleira.

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