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Ambientalistas criticam projeto que tenta acabar com enchentes em BH 

Segundo especialistas, proposta feita pela prefeitura para corrigir problemas da avenida Vilarinho poderia afetar outras regiões

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7, com Kiune Rodrigues, da Record TV Minas

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Avenida é palco frequente de enchentes
Avenida é palco frequente de enchentes

Ambientalistas questionam o projeto apresentado pela Prefeitura de Belo Horizonte para solucionar o problema das enchentes na avenida Vilarinho, na região de Venda Nova. A área é uma das mais atingidas da capital na época da chuva. Um temporal em novembro de 2018 matou quatro pessoas que estavam na via.

Em janeiro deste ano, o Executivo Municipal apresentou a solução para conter as cheias na avenida: a construção de dois túneis subterrâneos. Todavia, Marcos Vinícius Polignano, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas contesta a proposta.


— O volume de água que sairia deste ponto seria todo jogado na região à frente, que é a bacia do Isidoro. Inclusive, com impacto na região do Ribeiro de Abreu onde já temos problemas de enchente.

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Segundo Polignano, o investimento da prefeitura será de R$ 300 milhões. Ele se queixa que o comitê e a população não foram ouvidos.


— A gente não tem estudo de impacto ambiental e não sabemos do projeto que é absolutamente conceitual. Ele não é um projeto executivo.

Para Ricardo Andrade, presidente do Conselho de Venda Nova, que faz parte do movimento "Eu Vilarinho", a participação de quem convive com o problema é fundamental.


— Os comerciantes, principalmente, que são os atingidos e têm prejuízos, são os mais prejudicados e esta obra não vai resolver o problema.

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O comitê preparou um estudo e já entregou a proposta à prefeitura. Entre as soluções apresentadas estão:

• Abertura da avenida Vilarinho em alguns pontos;

• Avaliação da eficácia das bacias de contenção que já existem;

• Infiltração da água da chuva por meio do incentivo à criação de quintais infiltrantes.

Para Polignano, é preciso ter uma visão integrada da bacia hidrográfica. Por isso, uma grande preocupação é que o projeto apresentado pela prefeitura potencialize as enchentes no bairro Ribeiro de abreu, na região Nordeste da capital.

— Estamos pedido à prefeitura para não licitar o projeto e para abrir a possibilidade de conversar e debater a situação da bacia.

Procurada, a Prefeitura de BH informou que uma equipe formada por diferentes especialistas analisou os estudos já existentes sobre hidrografia e o comportamento da chuva na região.

Ainda segundo o Executivo Municipal, além dos dois túneis, a proposta contempla também abertura na cobertura de alguns canais, um pequeno túnel no ribeirão do Isidoro para aumentar a drenagem e um canal do córrego Floresta para drenar melhor a água da chuva.

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