Após 3 anos sob ameaças, vítima celebra prisão de perseguidora em BH: ‘Misto de sentimentos’
Moradora do bairro Califórnia teria sido alvo de ‘stalking’ por mulher que teve encontro com o marido dela durante separação do casal
Minas Gerais|Gabriel Rodrigues, da RECORD MINAS

Depois de três anos vivendo sob ameaças e perseguições constantes, uma moradora do bairro Califórnia, na região Noroeste de Belo Horizonte, respira aliviada. A mulher apontada como autora das ameaças foi presa, nessa terça-feira (15), pelo crime de stalking — termo usado para descrever perseguições recorrentes.
“É um misto de emoções, porque também não sei o que pode acontecer daqui pra frente”, celebrou Adriana Dias.
Segundo a vítima, a perseguição começou após uma breve relação entre o marido dela e a ‘stalker’, durante um período em que o casal estava separado. Após a reconciliação, a suspeita teria iniciado os ataques.
O caso se agravou quando a suspeita se mudou para uma casa a apenas 100 metros da residência de Adriana. A proximidade teria intensificado os ataques, que incluíram mais de 30 cartas com ofensas e ameaças, sendo a mais recente entregue na última sexta-feira (11). “Ela escreveu muita coisa, muitos insultos”, contou.
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Além das mensagens escritas, a perseguição envolveu telefonemas ameaçadores, incêndios criminosos em dois veículos da vítima e até uma ameaça armada. Adriana relatou que, ao levar o filho de 12 anos para a escola, encontrou a stalker, que teria sacado uma arma e a apontado em sua direção. “Não sei se era de brinquedo, mas depois ela me ligou dizendo que comprou uma arma para me matar”, afirmou.
A investigada também teria enviado áudios a uma amiga da vítima, com ameaças explícitas. Em um dos trechos, ela diz: “Adriana não vai correr por muito tempo porque ela sabe o brinquedinho que tenho pra ela”.
O medo constante fez com que Adriana mudasse completamente sua rotina. Ela evitava sair de casa, temendo por sua segurança e da família, e ficou desempregada por isso. “Ela começou a me perseguir mais. Então, eu comecei a ficar com mais medo. Ontem, quando foi presa, ela tava com uma faca bem amolada na bolsa”, relatou.
Diversos boletins de ocorrência foram registrados ao longo dos anos. Apesar da prisão, Adriana ainda vive com receio sobre o futuro. “Estou vivendo um dia após o outro. Tenho muito pânico dessa pessoa”, concluiu.
A reportagem tenta contato com a defesa da detida.
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