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Após deixar namorada atendendo em seu lugar, médico pode ser proibido de trabalhar na rede pública

Uma comissão vai analisar o caso; a mulher responde por falsidade ideológica e 

Minas Gerais|Do R7

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A mulher prescrevia receitas para os pacientes
A mulher prescrevia receitas para os pacientes

A sindicância da prefeitura de Capetinga, no sul de Minas Gerais, que apurou o caso da jovem que atendeu pacidentes em um hospital no lugar do namorado médico foi finalizada. Agora será aberta uma nova etapa em que uma comissão de servidores irá decidir a punição para o homem. Se condenado, ele pode ser proibido de trabalhar na rede pública em todo o país por dois anos. O prazo para a decisão é de 60 dias.

De acordo com os resultados da sindicância, nenhum dos funcionários da unidade de saúde ajudou com o esquema. No processo 16 pessoas foram ouvidas entre atendentes e enfermeiros.


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Pelo menos 75 pacientes foram atendidos pela falsa médica, entre crianças, idosos e gestantes. Aa namorada vai responder por dois crimes: exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica. As cópias dos documentos da sindicância serão encaminhados à Polícia Civil e ao Ministério Público. Além disso, o Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais informou que o médico foi notificado e que a investigação é feita em sigilo.


O prefeito da cidade, Daniel Bertholdi, está revoltado com a situação.

— A gente não esperava isso de um profissional. Arriscar um diploma dessa maneira. Espero que seja punido e seja exemplo para os outros profissionais.


A fraude

O caso foi descoberto depois que a jovem se recusou a atender Milton César Oliveira, que se feriu enquanto trabalhava em casa em abril deste ano. Ele precisava de 15 pontos no braço direito, mas precisou esperar duas horas para ser socorrido por outro médico.

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