Minas Gerais Após liberação de verbas, UFMG ainda tem R$ 34 milhões bloqueados

Após liberação de verbas, UFMG ainda tem R$ 34 milhões bloqueados

Contas ganharam um novo respiro depois R$ 30,1 milhões desbloqueados pelo governo federal; dinheiro será destinado as atividades acadêmicas

UFMG ainda tem 16% do orçamento bloqueado

UFMG ainda tem 16% do orçamento bloqueado

Divulgação/UFMG/Lucas Braga

As contas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) ganharam um novo respiro depois que o governo federal desbloqueou R$ 30,1 milhões do orçamento da instituição no último dia 30 de setembro. A cifra corresponde a cerca de metade do valor contingenciado em maio, que foi de R$ 64,5 milhões. 

Segundo a reitora da instituição, professora Sandra Regina Goulart de Almeida, o alívio nas contas possibilitará "repassar às unidades acadêmicas o valor que estava retido, priorizando assim as atividades fins da instituição: ensino, pesquisa e extensão". Com o dinheiro, a UFMG também pretende honrar os compromissos que venceram no mês de setembro. 

Mesmo com o desbloqueio da verba, pouco mais de R$ 34 milhões continuam contingenciados. No último dia do mês de setembro, o MEC (Ministério da Educação) anunciou que iria desbloquear R$ 1,2 bilhão dos orçamentos de todas as universidades e institutos federais. 

Em maio, a pasta anunciou o bloqueio de 30% nas chamadas verbas discricionárias das instituições federais de ensino. Esses recursos são usados para a manutenção das estruturas dos campi, pagamento de bolsas de estudo e pesquisa, de contratos com empresas terceirizadas, pagamento de contas de água e energia elétrica, dentre outras despesas de custeio, que são essenciais para a manutenção e funcionamento das instituições.

Ficam de fora dessa verba os salários dos servidores – professores e técnicos – ativos e inativos.

Redução de gastos

De acordo com a UFMG, a universidade é a segunda mais afetadas pelos cortes no orçamento desde maio deste ano - ficando atrás somente da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A reitora da UFMG, Sandra Goulart, diz que as instituições têm se preocupado e tentado, junto ao Ministério da Educação e outros órgãos federais em Brasília, pela ampliação do orçamento para o ano que vem, bem como a liberação de recursos contingenciados neste ano, já que o planejamento financeiro e orçamentário par ao ano já foi feito. 

— Fomos surpreendidos em maio, depois de cinco meses de execução (do orçamento), com a informação de que precisaríamos lidar com um valor bem inferior ao que havíamos programado. Precisamos ter condições asseguradas para uma gestão eficaz” 

Segundo a UFMG, desde o anúncio do corte no orçamento da instituição, a universidade adotou medidas para reduzir os gatos com custeio, dentre elas o adiamento de editais internos de fomento e melhoria de equipamentos e da infraestrutura, campanhas para diminuir gastos com água e luz, redução no uso de ar-condicionado, gastos com viagens e diárias e a renegociação de contratos de serviços terceirizados.