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Assessor golpista faz namorada pedir empréstimo de R$ 26 mil e some

Ele também teria aplicado golpe de R$ 15 mil em produtor de eventos na capital mineira

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Fisioterapeuta conta que mantinha relacionamento à distância com assessor que dizia morar em Brasília
Fisioterapeuta conta que mantinha relacionamento à distância com assessor que dizia morar em Brasília

Moradores de Belo Horizonte acusam um suposto assessor político de cometer estelionato na capital mineira. De acordo com as vítimas, ele desapareceu após convencer a namorada a fazer um empréstimo no valor de R$ 26 mil e de ter dado um golpe de R$15 mil em um produtor de eventos.

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Segundo a fisioterapeuta Karolina Malagolli, o suposto estelionatário é um jovem, de 28 anos, de classe média, que se apresentava como um assessor político. No período em que os dois namoraram, ele disse a ela que morava em Brasília e, ainda assim, era um parceiro presente.

— Pelo menos ele dizia que morava em Brasília. Então, a gente encontrava muito pouco. Era uma vez por mês ou a cada 15 dias. Foi um namoro muito virtual, mas ele sempre era uma pessoa presente.


Karolina, que teve dificuldades em acreditar no que estava passando, conta que deixou se levar pela conversa do namorado e foi induzida a realizar um empréstimo bancário.

— Ele agiu sem respeito nenhum com o meu sentimento. Hoje eu percebo que ele acabou com a minha vida porque, querendo ou não, são 96 prestações que eu tenho.


Além de Karolina, o produtor de eventos Leonardo Serta também se diz vítima do assessor. Segundo ele, o suspeito se passou por um promotor de eventos. Dessa vez, ele estaria negociando ingressos dos principais eventos da capital mineira, mas o cheque dado por ele como garantia do valor das entradas teria voltado.

— Ele mostrava no celular dele, o valor de R$ 6 mil ou R$ 4 mil bloqueados. Quando eu depositava o cheque, ele voltava.


Ainda de acordo com Serta, o homem também teria aplicado golpes aos compradores dos ingressos.

— Pessoas que depositaram dinheiro de convite de várias festas legais que aconteciam na cidade e não recebiam a mercadoria. Marcavam com ele e, quando chegavam, ele desaparecia.

Para o advogado criminalista Ronaldo Garcia Dias, esse tipo de situação criada pelo suspeito se enquadra como crime de estelionato, que é quando uma pessoa ganha alguma vantagem patrimonial, em prejuízo de alguém. Segundo ele, denunciar para polícia é o primeiro passo para se conseguir justiça, mesmo que a pena para o delito seja branda.

— É uma pena que vai de um a cinco anos, mas dado a reiterada conduta, isso pode se somar ao final e levar a uma consequência mais dramática e mais drástica para a pessoa.

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