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Justiça mantém decisão que leva acusado de matar biomédica na Grande BH a júri popular

TJMG rejeita recurso da defesa e confirma julgamento de Renê Teixeira por feminicídio

Balanço Geral MG|Do R7

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A Justiça de Minas Gerais manteve a decisão que leva a júri popular Renê Teixeira, acusado de assassinar a ex-companheira, a biomédica Miquéias Nunes de Oliveira, conhecida como Keia, em março de 2025, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A decisão foi tomada pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que negou, por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa do réu. Os desembargadores mantiveram todos os termos da sentença de pronúncia, confirmando que o acusado será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. A data da sessão ainda não foi definida.

Renê Teixeira está preso desde o dia do crime e vai responder por homicídio qualificado, com as qualificadoras de feminicídio e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de posse de arma de fogo de uso restrito.

A biomédica, de 33 anos, foi morta com golpes de canivete no dia 10 de março de 2025, enquanto trabalhava em sua clínica de estética, no bairro Várzea. Segundo as investigações, o ex-companheiro não aceitava o fim do relacionamento, encerrado cerca de cinco meses antes do crime.

De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Renê invadiu o estabelecimento durante o atendimento de uma paciente e atacou a vítima. Após o crime, ele tentou tirar a própria vida e foi encontrado ferido ao lado do corpo da biomédica. Ainda no local, confessou aos policiais a autoria do assassinato.

Ainda segundo a corporação, o criminoso também revelou que pretendia levar a ex-companheira para o apartamento onde o casal vivia e matá-la com uma arma de fogo. Durante buscas no imóvel, os militares apreenderam uma pistola calibre 9 milímetros.

Para a família da vítima, a manutenção da decisão representa um passo importante na busca por justiça. A irmã de Miquéias, a também biomédica Maíza Nunes de Oliveira, afirma que cada etapa do processo faz reviver a dor da perda, mas reforça a expectativa de que o acusado seja julgado e condenado.

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