BH busca 100 voluntários para testes de nova vacina contra gripe do Butantan
Recrutamento acontece no Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras da UFMG e no Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH)
Minas Gerais|Júlia Duarte, do R7* e Kiuane Rodrigues, da RECORD Minas

O Instituto Butantan (IBU) está recrutando voluntários para a fase final dos testes clínicos de uma nova vacina contra o vírus influenza voltada para pessoas com 60 anos ou mais. O imunizante foi desenvolvido especialmente para aumentar a proteção dos idosos contra as formas graves da gripe e, caso comprove segurança e eficácia, poderá futuramente integrar o calendário do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em Belo Horizonte, ainda há cerca de 100 vagas para voluntários no Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O recrutamento na capital também ocorre no Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH).
Podem participar homens e mulheres com 60 anos ou mais, saudáveis ou com doenças crônicas controladas. Não podem se inscrever pessoas que já tenham recebido a vacina contra a influenza em 2026.
O imunizante em estudo conta com um adjuvante, substância que potencializa a resposta imunológica e busca oferecer maior proteção aos idosos, grupo mais vulnerável às complicações da doença.
A vacina contra a gripe atualmente utilizada pelo SUS também é produzida pelo Instituto Butantan. Segundo o médico Mauro Martins Teixeira, da UFMG, caso a nova formulação demonstre segurança e eficácia ao final dos estudos, a expectativa é que ela também passe a integrar a rede pública, ampliando a proteção da população idosa.
A fase três da pesquisa teve início em janeiro deste ano com 300 voluntários. De acordo com o Butantan, os resultados preliminares apontaram um perfil de segurança satisfatório. Agora, o instituto amplia o recrutamento e busca mais 990 participantes em 14 municípios de oito estados das regiões Nordeste, Sudeste e Sul.
Na capital mineira, Mauro Martins Teixeira reforça o convite para que os idosos elegíveis participem do estudo. ‘Ao participar, você está tornando possível que essa vacina esteja disponível na rede pública e para todos’, destaca.
*Estagiária sob supervisão de Maria Luiza Reis
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