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BH: para não ter de fechar a cidade, prefeitura apela para moradores  

Secretário afirmou que taxa de positividade de Covid-19 teve um aumento de 86% entre as duas primeiras semanas de janeiro

Minas Gerais|Ana Gomes, do R7

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Taxa de testes positivos deu um salto em BH
Taxa de testes positivos deu um salto em BH

Mesmo com o aumento no número de casos de Covid-19 em Belo Horizonte, o secretário municipal de Saúde da cidade, Jackson Machado, disse, nesta sexta-feira (21), que a prefeitura não vai restringir as atividades no município. No entanto, o representante afirmou que, caso seja necessário, os protocolos poderão ser revistos.

“Não passa pela minha cabeça, nem pela dos membros do comitê de enfrentamento da Covid, nem pela do prefeito, colocar qualquer medida restritiva. Nós estamos analisando todas as situações. Se o perfil epidemiológico se mostrar do jeito que está, pode ser que elas venham a acontecer”, afirma.


Segundo Machado, a taxa de positividade para a doença teve um salto de 86% entre as duas primeiras semanas de janeiro. Com o aumento, a administração municipal abriu 318 leitos de enfermaria para pacientes com coronavírus, 26 de UTI (unidade de terapia intensiva), e contratou 1.300 profissionais de saúde.

“Mesmo com essas ampliações, os indicadores estão como estão. Os hospitais não estão conseguindo abrir mais leitos por falta de médicos e por falta de funcionários para fazerem essas contratações”, explica.


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Segundo o boletim divulgado pela prefeitura nesta quinta-feira (20), os níveis hospitalares estão no vermelho: 84,7% de ocupação dos leitos de UTI e 77,3% de ocupação de enfermarias. Diante da situação, o secretário ainda fez um apelo aos moradores de BH. 

“Eu vim aqui pedir à população de Belo Horizonte que evite as aglomerações e use máscara. Nós precisamos que as pessoas que adoecerem, e cujo caso for leve, esperem 24 horas, e não procurem as unidades de saúde”, relata. 


Sobre se há uma previsão de diminuição do volume de casos, Machado disse que o comitê acompanha diariamente a evolução da doença.

“Os epidemiologistas mais pessimistas acreditam que essa onda deve desaparecer até meados de março. Os otimistas acreditam que até a primeira semana de fevereiro. Nós estamos monitorando”, finaliza.

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