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Briga entre torcidas do Cruzeiro tem 51 detidos 

Segundo a PM, comissão que monitora grandes eventos não foi comunicada; secretário nega

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Arrastão impediu comemoração do título depois da partida
Arrastão impediu comemoração do título depois da partida

A Polícia Militar prendeu 51 pessoas no tumulto provocado por torcidas organizadas do Cruzeiro do lado de fora do Mineirão na noite de domingo (1º), que impediu a festa programada pelo clube para comemorar o tricampeonato brasileiro. Destes, 23 se envolveram em atos de depredação, agressão e uso de drogas. Os demais são cambistas, flanelinhas e vendedores ambulantes que trabalhavam sem autorização. Cinco militares ficaram feridos.

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Foram registrados 38 boletins de ocorrência. Segundo o tenente-coronel Alberto Luiz, chefe de comunicação da Polícia Militar, a corporação foi informada sobre a festa, mas não houve contato entre organizadores e a Comoveec (Comissão de Monitoramento da Violência em Eventos Esportivos e Culturais), integrada pelas polícias, Ministério Público e Corpo de Bombeiros.

— A Polícia Militar foi informada sobre a reunião em via pública, mas outros órgãos deveriam ter sido comunicados, assim como foi feito para o jogo. Estávamos cientes da concentração e do envolvimento de duas torcidas organizadas com histórico de confrontos entre si [Máfia Azul e Pavilhão Independente]. O organizador deveria ter dado ciência à Comoveec, por exemplo, sobre a distribuição de bebida alcoólica e a utilização do trio elétrico.


Segundo o secretário da Regional Pampulha, Humberto Pereira, o evento foi liberado.

— Foi feito em conjunto com a 17ª Companhia da PM, Corpo de Bombeiros e Prefeitura, que autorizaram, pois o evento estava adequado. Na vistoria que foi feita, às 12h30, me garantiram que o evento podia ser realizado.

Os atos de agressão e depredação são considerados pela lei como de menor potencial ofensivo. Por isso, todos os detidos são liberados e respondem em liberdade pelos crimes.

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