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Câmara de BH discute atualização da lei de elevadores após 69 acidentes em Minas

Audiência pública busca modernizar legislação de 1999, considerada ultrapassada e sem mecanismos eficazes de fiscalização

Minas Gerais|Rosildo Mendes, da RECORD MINAS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Câmera Municipal de BH discute atualização da lei de elevadores após 69 acidentes desde 2017.
  • A falta de fiscalização e a defasagem da legislação potencializam os riscos para usuários e trabalhadores.
  • Acidente grave em 2022 resultou na morte de um funcionário durante manutenção de elevador na Justiça Federal.
  • Sindicato e associações pedem a aprovação de projeto para modernizar a lei e aumentar a segurança nos elevadores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Elevadores da Cidade Administrativa
Câmara de BH discute atualização da lei de elevadores após 69 acidentes em Minas Reprodução / Record Minas

A situação dos elevadores em Belo Horizonte é tema de uma audiência pública nesta quarta-feira (20), na Câmara Municipal. O encontro pretende discutir a modernização da Lei nº 7.647/99, diante da série de acidentes registrados nos últimos anos e da falta de fiscalização efetiva sobre os serviços de manutenção.

De acordo com levantamento da Associação de Engenharia Mecânica e Industrial de Minas Gerais (Abemec-MG), desde 2017 foram registrados 69 acidentes com elevadores no estado, o que equivale a um a cada três meses. Cerca de 70% das ocorrências envolveram usuários que não tiveram qualquer responsabilidade sobre a falha.


Entre os casos mais graves está o acidente em dezembro do ano passado, quando um funcionário de manutenção morreu após um elevador despencar do 17º andar do prédio da Justiça Federal, no bairro Santo Agostinho, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Já em maio de 2024, os cerca de 8 mil servidores da Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas, tiveram os trabalhos presenciais suspensos depois que perícia apontou falhas em todos os 54 elevadores dos prédios Minas e Gerais.


Para o presidente do Sindicato dos Condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Minas Gerais (Sindicon-MG), Carlos Eduardo Alves de Queiroz, a lei atual está defasada, pois não acompanha as inovações tecnológicas nem garante fiscalização eficiente da prefeitura sobre as empresas que prestam o serviço. “A prefeitura recebe as taxas cobradas na guia do IPTU sobre os elevadores, mas não tem gente para fiscalizar. Muitas empresas sequer têm engenheiro responsável técnico registrado no Crea-MG e ainda liberam os equipamentos sem vistoria adequada”, critica.

Segundo ele, a desatualização da legislação gera insegurança para moradores e trabalhadores que dependem dos equipamentos diariamente. “É difícil saber se os elevadores estão em perfeito funcionamento. Muitas vezes, nem o síndico tem condições de avaliar se a manutenção é feita corretamente”, completa.


Durante a audiência desta quarta, Queiroz vai reforçar o apelo para que os vereadores aprovem um projeto de lei já elaborado em conjunto pelo sindicato e pela Abemec-MG, com o objetivo de atualizar a legislação e garantir mais segurança nos elevadores da capital.

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