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Justiça de BH ouve oito testemunhas em audiência de instrução de acusado de matar gari

Nesta quarta-feira (26), começa a fase de instrução do processo, que continuará com a oitiva de seis testemunhas de defesa

Minas Gerais|Do R7

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Assassino confesso do gari Laudemir Fernandes foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e ameaça
Assassino confesso foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e ameaça Reprodução/Record Minas

A Justiça de Minas Gerais realizou, nesta terça-feira (25), a primeira audiência de instrução do processo que apura a morte do gari Laudemir Fernandes, assassinado em Belo Horizonte em agosto deste ano. O réu, Renê da Silva Nogueira, responderá por homicídio qualificado.

A audiência ocorreu às 9h, no Fórum Lafayette, no Barro Preto, região Centro-Sul de BH. Oito testemunhas foram ouvidas no 1º Tribunal do Júri Sumariante, em BH. Entre elas estão quatro profissionais parceiros de trabalho do gari, que presenciaram o crime, além de policiais civis e militares.


Já nesta quarta-feira (26), começa a fase de instrução do processo, que continuará com a oitiva de seis testemunhas de defesa. O interrogatório do réu também poderá ocorrer e, até então, será feito por videoconferência.

Não há previsão de término da audiência, que será realizada no prédio do Fórum Lafayette, na av. Augusto de Lima, 1234, Barro Preto.


Pedido negado à companheira da vítima

No processo, a juíza Ana Carolina Rauen indeferiu o pedido para que Liliane França da Silva, que se apresenta como companheira e viúva de Laudemir, atuasse como assistente de acusação. A decisão considerou que não foi apresentada documentação que comprovasse a alegada união estável entre ela e o gari.

Defesa contesta notícias sobre formação do réu

A defesa de Renê anexou ao processo diplomas e certificados acadêmicos com o objetivo de contestar reportagens que questionavam a formação do empresário.


Entre os documentos apresentados estão:

  • Diploma da Universidade Estácio de Sá (curso superior de tecnologia em marketing);
  • Certificação de MBA em Varejo e Mercado de Consumo pela USP;
  • Certificado da Fundação Dom Cabral (Programa de Desenvolvimento de Conselheiros);
  • Certificado da Harvard Business Review Brasil (programa de desenvolvimento pessoal para líderes);
  • Certificado de treinamento da Ambev.

A apresentação dos documentos, segundo os advogados, tem o objetivo de “demonstrar a inveracidade de notícias divulgadas sobre a formação acadêmica e vínculos institucionais do acusado”.


O caso

Laudemir foi morto por uma disputa de prioridade no trânsito, sem qualquer briga pré-existente, no 11 de agosto, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte. O crime gerou grande comoção e motivou protestos de garis e movimentos sociais.

Renê da Silva Nogueira Júnior foi preso no mesmo dia, confessou o crime, e tornou-se réu em setembro. A arma usada era da esposa dele, a delegada Ana Paula Balbino, indiciada por prevaricação e porte ilegal de arma.

As audiências desta semana serão determinantes para o avanço do processo rumo à decisão sobre pronúncia, etapa que define se o réu irá ou não a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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