Cerca de 70% dos prefeitos mineiros não possuem Ensino Superior, diz pesquisa
Levantamento realizado pelo IBGE avaliou perfil dos gestores dos municípios brasileiros
Minas Gerais|Do R7

Cerca de 70% dos municípios mineiros são administrados por gestores que não possuem curso superior. A estatística faz parte da Pesquisa de Informações Básicas Municipais - Munic 2013, divulgada nesta quarta-feira (30), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Conforme o levantamento, somente 31,1% dos prefeitos frequentaram a Universidade. Além disso, 7,6% não completaram o Ensino Fundamental.
Outros dados acerca dos chefes municipais foram revelados pelo estudo. Em Minas, por exemplo, somente 71 das 853 cidades são comandadas por mulheres. A porcentagem é de 8,3%, abaixo da média nacional que ficou em 12,1%. Sobre a estrutura das prefeituras, o levantamento apontou que 183 localidades possuem órgãos de administração indireta, empregando 25.834 pessoas. O número representa 7,9% do total no País.
Desastres naturais
Outro fator avaliado pelo IBGE foi a recorrência de desastres naturais e as ferramentas desenvolvidas pelos municípios para gerenciar os danos. Em Minas, 345 cidades foram atingidas por alagamentos e processos erosivos nos últimos cinco anos, totalizando 40,4% dos municípios do Estado. Novamente, o número está abaixo do registrado no Brasil: foram 2.065 localidades, aproximadamente 37,1%.
Além disso, no Estado, aproximadamente 37,9% das cidades investem na prevenção, com desenvolvimento de instrumentos de gerenciamento de riscos de desastres decorrentes de enchentes, inundações e enxurradas nas áreas urbanas.
Mulheres
O Estado ainda fica atrás da média nacional no que diz respeito à estrutura na área de formulação, coordenação e implementação de políticas para mulheres. Somente 19% dos municípios (162) possuem este tipo de ação. No Brasil, são 27,5% de um total de 5.570 localidades.
A pesquisa desenvolvida pelo IBGE foi feita a partir de coleta de informações acerca de sete temas: perfil dos gestores municipais, recursos humanos, legislação e instrumentos de planejamento, saúde, meio ambiente, política de gênero e gestão de risco e resposta a desastres.















