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Comerciantes de Venda Nova sofrem com violência e temem fechar portas

Donos dos estabelecimentos reclamam da impunidade dos bandidos

Minas Gerais|Do R7, com Record Minas

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Os comerciantes do bairro de Paraúna, em

Venda Nova, em Belo Horizonte, estão apavorados com a onda de assaltos na região. Eles afirmam que os crimes estão dando grande prejuízo e que os assaltantes continuam impunes.


Em uma padaria, as câmeras de segurança flagraram a ação de um criminoso. As imagens mostram dois homens estacionando um motocicleta próximos ao estabelecimento. O garupa sai da moto e entra no local ainda com o capacete. Ao chegar perto do caixa, ele saca uma arma da calça e pede o dinheiro. O homem foge do local levando R$ 80.

Segundo o atual proprietário da padaria, o antigo dono teria desistido de manter o negócio pelos frequentes roubos no local. Nas proximidades, comerciantes disseram que uma perfumaria também teria fechado as portas depois de ser assaltada oito vezes.


O gerente de uma loja de tintas sofreu nas mãos dos assaltantes, que conseguiram levar R$ 600 e celulares. Robson Realino e os funcionários foram rendidos à mão armada e ameaçados de morte.

— Colocaram o revolver na minha cabeça, na minha perna. O tempo todo eles queriam mais dinheiro, falando que iam me matar.


Os bandidos levaram Realino para a parte de cima da loja, à procura de mais dinheiro. O gerente contou aos assaltantes que não havia dinheiro ali e, depois de vasculharem o lugar, eles trancaram o comerciante dentro de um banheiro. O mesmo aconteceu com as duas funcionárias, que acabaram perdendo os celulares.

Além de dinheiro e pertences de valor, os comerciantes também relatam que os criminosos levam até os documentos das vítimas. Em um assalto à loja de pneus da região, além do dinheiro, foram levadas alguns documentos da gerente. Ela afirma que, além de perder a habilitação no roubo, acabou tendo que pagar R$ 60 reais pela segunda via.


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Uma decisão tomada por alguns comerciantes do bairro foi de manter pouco dinheiro em caixa. O dono de açougue, Adilson do Carmo Cordeiro, depois de ter seu estabelecimento assaltado duas vezes em só um mês, decidiu que a medida traria menos riscos aos seus funcionários.

— A avenida aqui não tem um comerciante que não foi assaltado. O dinheiro é pouco e a gente não deixa no caixa mais. É arriscar a vida por pouca coisa.

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