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Comerciantes são flagrados vendendo rótulos irregulares para picolés em BH

Produtos são de venda proibida já que os ingredientes e valores nutricionais variam

Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

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Rótulos de picolés trazem informações nutricionais iguais para diferentes produtos
Rótulos de picolés trazem informações nutricionais iguais para diferentes produtos

Estabelecimentos comerciais no centro de Belo Horizonte vendem rótulos irregulares para a embalagem de picolés. Com uma câmera escondida, um produtor da TV Record flagrou a comercialização dos produtos livremente.

— Tenho todos os sabores. Qual sabor o senhor queria? Abacaxi, abacate, ameixa, acerola, amendoim, bombom.


Mas, a venda desse tipo de rótulo é ilegal já que ele traz informações como ingredientes utilizados na fabricação dos picolés e dados nutricionais, que variam conforme o produto. No entanto, ao ser questionado, o comerciante afirma que cada sabor tem diferentes informações nutricionais.

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— A fiscalização gosta de falar isso aqui, mas isso aqui não tem nada a ver não porque para cada produto o valor nutricional é um. Abacaxi é um, abacate é outro. Você pode olhar que são todos iguais. Isso é só um carimbo que a fábrica bate.


Entretanto, o vendedor reconhece que a fiscalização proíbe a venda do produto e comenta que em estados como São Paulo não é mais possível comprar rótulos de picolés como os vendidos aqui em Minas.

— Em São Paulo já está sendo proibido colocar o valor nutricional. Cada cliente vai ter que fazer o valor nutricional do seu produto.


Segundo a Anvisa, as embalagens de picolés devem conter informações nutricionais para cada tipo de alimento. Mas, nos rótulos encontrados pela reportagem, a tabela nutricional é a mesma para diferentes sabores, o que segundo a nutricionista Elisabeth Chiari. 

— A gente tinha ali um picolé de coco, um picolé de chocolate e um picolé de morango. Nós sabemos que a quantidade de fibra, de carboidrato e de proteína é totalmente diferente de um alimento para o outro e ali contém a mesma quantidade para todos os nutrientes. Uma pessoa que possui determinada alergia ou que não pode consumir determinado nutriente, ela pode estar consumindo sem saber.

Além disso, conforme as normas da Anvisa, as embalagens também devem conter nome e endereço do fabricante. Mas, segundo o fiscal sanitário Evaristo Rabelo, como os rótulos irregulares não contêm esse tipo de informação, há uma dificuldade maior de fiscalizar. 

— Alguém tem que denunciar, seja um consumidor ou algum concorrente, e a partir daí, a gente faz toda a verificação. A gente pode multar, interditar o local ou apreender os produtos. 

Após o flagrante, a dona da loja que flagrada vendendo os rótulos, Luciene de Faria, disse que não sabia da proibição e que este não é um problema do seu estabelecimento comercial, mas sim do fabricante das embalagens.

— Não é um problema meu, da loja, é um problema da indústria. Nós já vamos entrar em contato com eles para estarem solucionando o problema e nos passando uma posição do que vai ser feito. Não temos interesse em trabalhar com nada que não é legal.

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