Defesa Civil interdita imóveis após incêndio de grandes proporções durar cinco dias em BH
Vistorias identificaram trincas, danos em telhados, redes elétrica e hidráulica e até risco de queda de mezanino
Minas Gerais|Isabella Guasti, da RECORD Minas
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A Defesa Civil de Belo Horizonte interditou imóveis atingidos pelo incêndio de grandes proporções em um depósito de móveis no bairro Rio Branco, na região de Venda Nova. As vistorias, realizadas no domingo (30), identificaram trincas, fissuras, danos em estruturas e instalações elétricas e hidráulicas, além de risco de queda de um mezanino em uma das edificações.
O imóvel onde o incêndio se concentrou, na Rua Doutor Nísio, nº 22, permanece totalmente isolado. Segundo a Defesa Civil, as chamas atingiram principalmente o subsolo do depósito. Durante a avaliação, os agentes encontraram queda de reboco, desplacamento de revestimentos, trincas, fissuras e ferragens expostas.
Parte dos danos pode estar relacionada à abertura forçada de acessos durante o combate às chamas. Nos fundos do depósito, também foi constatado o acúmulo de materiais inservíveis.
A Defesa Civil ainda vistoriou imóveis vizinhos. Na Rua Doutor Nísio, nº 31, foram identificadas trincas no muro de divisa, deslocamentos nas junções e ruptura em parte da estrutura, além de trincas e queda parcial do revestimento cerâmico da cozinha.
Na Rua Augusto dos Anjos, diferentes edificações também apresentaram danos. No número 1.335, foram constatadas trincas nas paredes e deslocamentos nas junções do almoxarifado. Neste caso, não houve necessidade de interdição, mas foram recomendadas medidas preventivas e corretivas.
Já o imóvel de número 1.333 foi isolado após a identificação de trincas nas paredes e desplacamento do revestimento cerâmico do piso.
A situação mais delicada foi constatada nos imóveis de números 835, 835-A e 835-B. Segundo a Defesa Civil, foram encontrados problemas como trincas, danos na estrutura dos telhados, nas redes elétrica e hidráulica e nos revestimentos. Nos números 835-A e 835-B, os agentes também identificaram risco de queda da estrutura do mezanino. Todos foram totalmente isolados.
Notificações de Risco foram emitidas aos responsáveis pelos imóveis. Entre as medidas determinadas estão a retirada adequada dos materiais atingidos, a eliminação de condições que possam favorecer novos acidentes e a avaliação técnica das estruturas e instalações danificadas.
Incêndio durou vários dias
O incêndio começou no dia 25 de agosto e mobilizou dezenas de bombeiros durante vários dias. O combate foi considerado complexo principalmente pela grande quantidade de madeira armazenada no subsolo e pelas altas temperaturas dentro da edificação.
No primeiro dia, após cerca de 11 horas ininterruptas de combate, 15 viaturas estavam mobilizadas e outras três seguiam para reforçar a operação. Os bombeiros precisaram realizar acessos forçados na estrutura para alcançar pontos de difícil acesso e melhorar a ventilação do galpão.
Mesmo dois dias depois do início da ocorrência, ainda havia grande quantidade de fumaça e reignições pontuais. Na quinta-feira (27), a temperatura dentro do imóvel chegou a cerca de 65°C. Até o dia anterior, mais de 400 mil litros de água já haviam sido utilizados no combate.
Na sexta-feira (28), sete guarnições permaneciam no endereço realizando o rescaldo e a retirada de materiais, ainda sem previsão para o encerramento da operação.
Durante os trabalhos, os bombeiros perceberam trincas na edificação e acionaram a Defesa Civil. A avaliação detalhada das estruturas foi feita após o avanço do combate e quando houve condições de segurança para a entrada das equipes.
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