Minas Gerais Deputados definem presidente, vice e relator da CPI da Cemig em MG

Deputados definem presidente, vice e relator da CPI da Cemig em MG

Cássio Soares (PSD) e Professor Cleiton (PSB) vão presidir a comissão da ALMG, que terá Sávio Souza Cruz (MDB) como relator

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento e Célio Ribeiro*, do R7

Comissão definiu presidência e relatoria

Comissão definiu presidência e relatoria

Reprodução / TV ALMG

A ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) definiu, nesta segunda-feira (28), a presidência e a relatoria da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que vai apurar possíveis irregularidades na gestão da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) durante a gestão Zema.

O deputado Cássio Soares (PSD) foi escolhido como presidente da comissão e terá Professor Cleiton (PSB) como vice-presidente. O relator será o ex-secretário de Saúde, Sávio Souza Cruz (MDB). Todos os nomes foram aprovados por unanimidade.

A reunião de hoje, a primeira da CPI, foi presidida pelo deputado Hely Tarquínio (PV) o mais velho entre os membros da comissão. Durante o encontro, a deputada Beatriz Cerqueira (PT) leu uma carta escrita por funcionários e ex-funcionários da Cemig, enviada à ALMG no início do ano, que reforça as denúncias que motivaram a abertura da CPI.

Em nota, a Cemig reafirmou que não há irregularidades no trabalho da companhia e destacou que está disponível para apresentar os esclarecimentos solicitados.

CPI da Cemig

A abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito foi aprovada por 32 parlamentares, um dia após a Record TV Minas revelar que o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) tem, pelo menos, três investigações em aberto sobre possíveis irregularidades em contratos da empresa.

Uma das investigações busca confirmar se a diretoria da companhia estaria planejando mudar sua sede para o Estado de São Paulo para deixar de recolher o ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em Minas Gerais. A companhia estaria contratando um escritório de advocacia para tratar de um possível processo de privatização da empresa.

O MPMG também apura um "um suposto esquema de arrecadação ilícita liderado na execução do processo licitatório" e "possíveis irregularidades na contratação de uma consultoria com indícios de ausência de licitação e avaliação técnica de propostas".

Veja a íntegra da nota da Cemig:

"A Cemig reafirma seu compromisso com as melhores práticas de governança e compliance. As decisões de gestão da Companhia estão abertas ao escrutínio do Legislativo, assim como a toda a sociedade mineira.

A empresa reitera o compromisso com a responsabilidade em gerir, com vistas ao equilíbrio econômico e financeiro da companhia e apreço à moralidade.

Todos os procedimentos  adotados  pela atual administração visam preservar não apenas o patrimônio da Cemig, mas também assegurar a constante melhoria da oferta de serviços de energia elétrica com qualidade e segurança aos seus clientes. Essa melhoria passa, inclusive, pelo maior conjunto de investimentos da história da companhia: serão R$ 22,5 bilhões até 2025.

A decisão de averiguar a gestão da Companhia é pertinente à atividade das senhoras deputadas e senhores deputados.

As informações necessárias ao pleno entendimento das decisões da  Cemig  que visem dirimir quaisquer dúvidas quanto aos procedimentos adotados serão disponibilizadas para que os mineiros sigam tendo orgulho da Cemig"

*Estagiário do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento

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