Diretores de presídio são alvo de operação contra corrupção em MG
De acordo com a força-tarefa, diretores teriam aproveitado mão-de-obra de detentos para consertarem carros particulares
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

Uma força-tarefa formada pela Polícia Federal, Civil, Militar, Polícia Penal de Minas Gerais e a Polícia Penal federal cumpre, na manhã desta terça-feira (22), 12 mandados de busca e apreensão e uma de afastamento da função pública contra diretores de presídio e servidores do sistema prisional em Minas Gerais.
A Operação Catira investiga crimes de peculato e corrupção passiva e ativa por parte desses servidores públicos, detentos e seus familiares.
Uma das práticas investigadas pela operação é de que os servidores teriam utilizado a mão-de-obra de detentos que trabalhavam na oficina mecânica de um presídio localizado na região metropolitana de Belo Horizonte para realizar a manutenção em seus carros particulares. Em troca, os servidores davam "benefícios indevidos" a eles.
Outro crime investigado pela força-tarefa é que um detento, condenado a 36 anos de prisão por estupro de vulnerável e pornografia infantil teria sido favorecido por um agente penitenciário que ocupa cargo de direção em um presídio com acesso à internet e dispositivos eletrônicos.
Este detento, ainda teria dado, em troca, equipamentos eletrônicos e serviços de informática a servidores públicos do sistema prisional.
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De acordo com a força-tarefa, a operação mira cinco servidores do Depen (Departamento Penitenciário de Minas Gerais) que ocupam cargos de direção. Dentre eles está um diretor regional, um superintendente e alguns diretores de presídio. Ao todo, sete pessoas são investigadas.
















