Dono de haras pode ser indenizado por falsa vacinação em BH
Defesa de Marcelo Martins Araújo disse que o empresário não tem interesse na reparação; pedido foi feito pelo MP à Justiça
Minas Gerais|Ana Gomes, Do R7

Pelo menos duas pessoas que foram enganadas pela falsa enfermeira no esquema de vacinação contra a Covid-19 podem ser indenizadas. O pedido de reparação de danos foi enviado à Justiça pelo Ministério Público de Minas Gerais após a oficialização da denúncia contra Cláudia Mônica Torres.
Caso os envolvidos sejam condenados, o órgão solicita o valor mínimo de R$6.500 para uma das vítimas e R$2.280 para outra. Uma delas é o empresário Marcelo Martins Araújo, dono de um haras na região metropolitana de Belo Horizonte.
Na época que o esquema foi descoberto, em março de 2021, Araújo confirmou à Polícia Federal que comprou as supostas vacinas contra a Covid-19 da falsa enfermeira pensando ser o imunizante da Pfizer. As investigações levantaram que as doses tinham outra substância, provavelmente soro fisiológico.
O advogado Juliano de Oliveira Brasileiro, que representa o empresário, confirmou que o cliente formalizou a representação contra o esquema, porém que não “tem qualquer interesse nessa reparação”. Segundo o profissional, o pedido partiu do MP e que Araújo ainda não foi notificado do processo.
Esquema de vacinação
Segundo a denúncia enviada pelo Ministério Público, no dia 8 de abril, a cuidadora de idosos que se passava por enfermeira movimentou R$700 mil com o suposto golpe da falsa vacinação contra a Covid-19, aplicado em pessoas que queriam furar a fila da imunização.
Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas e outras cinco pessoas foram denunciadas por associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e falsidade ideológica. Entre elas, a filha, o genro, o irmão e o namorado de Cláudia.
Agora, cabe à Justiça receber a denúncia para que o caso comece a ser analisado e os investigados se tornem réus. Procurada, a defesa de Cláudia disse que vai se manifestar quando tiver acesso à denúncia. Os investigados respondem ao processo em liberdade.















