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Duas mulheres são presas suspeitas de aplicar golpe ‘Boa Noite, Cinderela’ em BH

A vítima, um médico de 51 anos, ficou desacordado por cerca de nove horas após conhecer as suspeitas em um bar

Minas Gerais|Giovana Riggio*, do R7 e Alice Brito, da RECORD Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Duas mulheres foram presas em Belo Horizonte suspeitas de aplicar o golpe "Boa Noite, Cinderela" em um médico de 51 anos.
  • As suspeitas deixaram a vítima inconsciente, roubaram seus cartões bancários e celular, causando prejuízos financeiros.
  • Imagens de câmeras de segurança registraram as suspeitas usando os cartões da vítima em uma farmácia.
  • A Polícia Civil investiga outros casos semelhantes e pede que possíveis vítimas denunciem anonimamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Imagens de câmeras de segurança registraram uma das etapas do crime Reprodução/RECORD Minas

Duas mulheres, de 26 e 31 anos, foram presas em Belo Horizonte, suspeitas de aplicar o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, que consiste em deixar vítimas inconscientes para cometer crimes. Entre os casos investigados está o de um médico de 51 anos, que conheceu as suspeitas em um bar na região central de Belo Horizonte. Após consumir bebidas alcoólicas durante o encontro, ele perdeu a consciência, teve cartões bancários e celular subtraídos e sofreu prejuízos financeiros com compras e transações realizadas pelas investigadas.

De acordo com a Polícia Civil, as mulheres ofereceram bebidas ao médico e, após o encontro, sugeriram que fossem para um hotel. A vítima teria relatado que estava passando mal e queria ir embora, mas acabou seguindo com as suspeitas. No local, perdeu completamente a consciência e permaneceu desacordado por aproximadamente nove horas.

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Imagens de câmeras de segurança registraram uma das etapas do crime. Nas gravações, as mulheres aparecem utilizando os cartões bancários do médico em uma farmácia na região central de Belo Horizonte. A investigação identificou diferentes momentos da ação criminosa, desde a retirada dos pertences da vítima até a realização de operações financeiras e a compra de produtos com os cartões e o celular subtraídos.

Investigação aponta outras possíveis vítimas

Além do caso envolvendo o médico, os investigadores reuniram imagens que mostram uma das suspeitas saindo de um imóvel com malas pertencentes a outra possível vítima, um estrangeiro que vive no Brasil. A Polícia Civil também analisou extratos bancários, imagens de segurança e depoimentos para rastrear o dinheiro e identificar a participação das investigadas nas transações.

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Segundo a corporação, há indícios de que as duas mulheres sejam investigadas por ocorrências semelhantes em outras delegacias. Os registros policiais das suspeitas incluem diversos boletins de ocorrência e inquéritos em andamento. Uma delas também possui condenação anterior.

As apurações indicam que os valores obtidos com as vítimas não eram mantidos apenas nas contas bancárias das suspeitas. Parte do dinheiro era transferido para terceiros, que, segundo depoimentos colhidos pela polícia, recebiam ou movimentavam as quantias a pedido de uma das mulheres. Ela alegava enfrentar problemas com a própria conta bancária.

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De acordo com a polícia, as suspeitas agiam em conjunto e dividiam tarefas. O dinheiro passava por diferentes contas bancárias e digitais antes de ser sacado, estratégia que dificultava o rastreamento dos valores e a identificação dos envolvidos. A investigação também apontou o uso de máquinas de pagamento para receber quantias e a transferência dos recursos entre diferentes contas.

Celular, sedativo e documentos foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um celular, um medicamento sedativo e documentos. Após a prisão, as duas mulheres foram encaminhadas ao sistema prisional.

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A Polícia Civil informou que identificou, no decorrer da investigação, suspeitas de crimes de roubo majorado pelo concurso de pessoas e de furtos qualificados praticados em conjunto e mediante meio fraudulento.

Diante da possibilidade de outras vítimas, a corporação pede que pessoas que tenham passado por situações semelhantes procurem a polícia para registrar a ocorrência. Denúncias também podem ser feitas de forma anônima. A expectativa dos investigadores é que a divulgação do caso ajude a identificar outras possíveis vítimas e a esclarecer ocorrências atribuídas às suspeitas.

*Estagiária sob supervisão de Cler Santos

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*Estagiária sob supervisão de Cler Santos

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