Suspeito de chefiar quadrilha de golpes com veículos é preso novamente em BH
Homem havia sido preso em outubro do ano passado e solto em março deste ano; ele foi detido com outro suspeito
Minas Gerais|Isabella Guasti, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
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Um homem suspeito de chefiar uma quadrilha envolvida em golpes na venda de veículos foi preso novamente nesta quarta-feira (14), no bairro Pilar, na região Oeste de Belo Horizonte. Ele já havia sido detido em outubro do ano passado, durante uma investigação sobre um esquema que teria causado prejuízos superiores a R$ 2 milhões a cerca de 20 vítimas. Após ser liberado em março deste ano, o suspeito voltou a ser preso, desta vez, por suspeita de receptação e adulteração de veículo.
Segundo a Polícia Militar, o homem, foi abordado durante uma operação de combate a crimes envolvendo veículos roubados e furtados. Os militares perceberam quando um Toyota Corolla se aproximou de uma caminhonete Toyota Hilux branca. Dois homens desembarcaram do carro e entraram na caminhonete, momento em que foram abordados.
Durante a fiscalização, os policiais descobriram que a Hilux havia sido furtada no dia 4 de outubro, em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No celular do segundo suspeito, foi encontrado um mapa com uma rota em direção a Corumbá, no Mato Grosso do Sul, município que faz fronteira com a Bolívia. A suspeita é de que a caminhonete seria levada para o país vizinho.
O primeiro suspeito já havia sido apontado pela Polícia Civil como líder de uma organização criminosa investigada por aplicar golpes envolvendo a venda consignada de veículos. Na época, cerca de 20 pessoas procuraram a polícia para denunciar o esquema, que teria provocado prejuízos superiores a R$ 2 milhões.
De acordo com as investigações, as vítimas eram atraídas principalmente pela internet e convencidas a deixar os veículos sob responsabilidade de uma empresa que prometia intermediar a venda. O grupo utilizava salas comerciais em um prédio de uma região valorizada de Belo Horizonte para transmitir credibilidade aos clientes.
Ainda conforme a Polícia Civil, mesmo após o surgimento das primeiras denúncias, os suspeitos teriam continuado a atuar, mudando o nome da empresa e alugando outra sala no mesmo edifício. Os veículos das vítimas eram armazenados no estacionamento do prédio e parte deles foi localizada posteriormente em cidades do interior de Minas Gerais, incluindo João Monlevade.
Na investigação anterior, a Polícia Civil identificou indícios de participação de outras pessoas no esquema. Além dos principais suspeitos, outras três pessoas eram investigadas pela 4ª Delegacia Especializada em Prevenção ao Furto e Roubo de Veículos Automotores.
Na ocorrência desta quarta-feira, os policiais apreenderam R$ 4.255 em dinheiro e três celulares. A Hilux, que apresentava indícios de clonagem, e o Corolla, que teria sido utilizado na ação, também foram apreendidos.
Os dois homens foram presos e encaminhados às autoridades competentes.
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