Logo R7.com
RecordPlus

Eficácia dos autotestes pode ser de 90%, segundo pesquisa de mineira

Estudo feito em Campo Belo, no Sul de Minas, comparou resultados de exames feitos por profissionais aos realizados pelos próprios pacientes

Minas Gerais|Pollyana Sales da Record Tv Minas

  • Google News
Estudo recolheu amostras
de voluntários de Campo Belo, no Sul de Minas
Estudo recolheu amostras de voluntários de Campo Belo, no Sul de Minas

Uma pesquisa mineira, feita por médicos e pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é a primeira a comprovar a eficácia dos autotestes, exames que detectam presença do coronavírus e podem ser feitos sem a ajuda de um profissional de saúde. O estudo, que ganhou repercussão internacional e foi publicado na revista científica Diagnósis, mostrou que 90% dos resultados tiveram acertos.

Os exames foram feitos em abril. Foram coletadas amostras de moradores de Campo Belo, no Sul de Minas, com autotestes da fabricante Wondfo. O estudo recolheu duas amostras. A primeira feita por um profissional de saúde e a segunda pelo próprio voluntário. Na comparação entre os dois resultados foi possível saber a eficácia dos testes. O médico pesquisador Oscar Campos Lisboa, fala da conclusão do estudo:


“A gente percebeu que quando a carga viral do paciente está alta, com alto risco de transmissão, a comparação entre os exames feitos pelos moradores e por profissionais de saúde é de 90% de acerto. Uma probabilidade muito alta. Mas, quando a carga viral está baixa a sensibilidade dos autotestes cai. Por isso, é importante que as pessoas esperem de 2 a 3 dias desde o início dos sintomas para terem resultados mais assertivos”, diz Oscar,

Para o médico, a rápida identificação do paciente é uma das principais vantagens dos autotestes:


“Este é o primeiro estudo no Brasil que mostra essa eficácia e saiu em um momento ótimo, justamente no mês que começamos a comercialização do produto. É uma maneira rápida de saber dos resultados, mas se o autoteste der negativo e o paciente continuar com sintomas é importante que ele faça o exame com um profissional”, afirma Oscar, médico pesquisador.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro autoteste no Brasil em fevereiro. Até o momento, 11 empresas nacionais têm autorização para fabricar os produtos. Dez testes utilizam amostras de secreção do nariz para detectar o vírus e apenas um utiliza a saliva. A venda dos autoteste no Brasil começou no início de março nas farmácias de todo o país.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.