Égua da Copasa: o que se sabe sobre Amora, prenha de 5 meses, que morreu ao cair em adutora
Caso provocou interrupção no abastecimento de água em centenas de bairros da Grande BH
Minas Gerais|Cler Santos, do R7, e Vinícius Araújo, da RECORD Minas
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A morte da égua Amora, uma Mangalarga Marchador de três anos que caiu em uma adutora da Copasa, mobilizou equipes técnicas, provocou comoção nas redes sociais e afetou o abastecimento de água em centenas de bairros de Belo Horizonte e da Região Metropolitana.
A égua, que estava prenha de cerca de cinco meses, desapareceu na tarde de segunda-feira (4), na região conhecida como “Baleião”, no bairro Vila Fazendinha, na região Leste da capital mineira. O corpo foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (6).
Segundo o tutor da égua, o pedreiro Rodrigo Aparecido, Amora era conduzida pelo cabresto quando pisou sobre a estrutura da tubulação. A tampa teria cedido com o peso do animal, que acabou sendo arrastado pela força da água para dentro da adutora do Sistema Rio das Velhas. Um amigo do tutor ainda tentou ajudar a segurá-la, mas os dois não conseguiram impedir a queda.
De acordo com ele, Amora havia tido um potro recentemente e estava grávida novamente. Logo após o acidente, ele acionou a Copasa e o Corpo de Bombeiros, mas relatou que o resgate não ocorreu imediatamente.
Após a repercussão do caso, a Copasa iniciou uma operação de buscas utilizando drones e equipamentos robóticos para inspecionar o interior da adutora, que possui cerca de 2,4 metros de diâmetro.
Em nota, a companhia informou que “toda a água que estava presente no trecho afetado da tubulação foi integralmente descartada” e garantiu que nenhum volume seria destinado ao consumo da população. Segundo a Copasa, após a retirada do animal, foi iniciado um processo de sanitização e desinfecção química da rede, seguido por testes laboratoriais para validar os parâmetros de potabilidade da água.
A empresa afirmou ainda que o bombeamento só será retomado após a confirmação de que a água atende aos padrões sanitários exigidos. Até a normalização completa do sistema, hospitais e unidades de saúde continuam sendo abastecidos por caminhões-pipa.
O incidente também teve reflexos diretos na rotina de moradores da Região Metropolitana. A paralisação temporária da Estação de Tratamento de Água Bela Fama afetou o fornecimento em mais de 300 bairros de Belo Horizonte e cidades vizinhas. Em Nova Lima, todas as aulas e atividades em escolas e creches da rede municipal foram suspensas nesta quarta-feira (6) por causa da falta d’água.
A prefeitura de Nova Lima informou que ainda não havia previsão para o restabelecimento completo do serviço e disse acompanhar a situação junto à Copasa. Em Belo Horizonte, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) também suspendeu aulas em unidades afetadas pela interrupção no abastecimento.
A Copasa informou que o sistema deve ser religado ainda nesta quarta-feira, com previsão de normalização gradual do abastecimento ao longo do dia.
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