Minas Gerais Em meio a crise com deputados, Zema sofre derrota na Assembleia

Em meio a crise com deputados, Zema sofre derrota na Assembleia

Veto do governador de Minas a projeto de lei foi derrubado por 49 votos contra 3; outros nove vetos travam a pauta no Legislativo mineiro

Zema sofre primeira derrota na Assembleia

Zema sofre primeira derrota na Assembleia

Divulgação / /Imprensa MG / Gil Leonardi

O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) amargou sua primeira derrota na Assembleia Legislativa quando teve um veto a um projeto de lei derrubado pelos parlamentares.

O placar no plenário foi folgado, com 49 votos contrários e apenas três a favor da decisáo do governador, todos eles de deputados do partido Novo: Bartô, Guilherme da Cunha e Laura Serrano. 

Até mesmo o líder do governo na Assembleia, deputado Luís Humberto Carneiro (PSDB), liberou a bancada para que os parlamentares votassem como quisessem.  

Zema vetou a proposição número 24.152/2019, que "estabelece diretrizes para a implementação de ações de prevenção e controle do diabetes em crianças e adolescentes matriculados nas escolas das redes pública e privada de ensino no Estado".

Na justificativa, o governador defende que a proposta é inconstitucional e contrária ao interesse público já que significaria "desperdício de recursos públicos", conforme resposta enviada por Zema à Assembleia em 5 de janeiro deste ano. 

"Acho que ele começou mal, vetando um projeto sobre uma campanha educativa de diabetes nas escolas estaduais e falando que o problema era dinheiro", disse o deputado Alencar da Silveira (PDT). 

O vice-líder de governo Guilherme da Cunha (Novo) diz que a derrota de Zema no plenário não tem a ver com o clima de desgaste entre o chefe do Executivo e os deputados

— Afirmar isso é ler mais do que as linhas indicam. A base estava liberada nesse caso e esse era um projeto que teve grande apoio na Assembleia no ano passado, quando começou a tramitar. Então, é natural que os parlamentares votem conforme a posição que tiveram na época. 

O deputado elogiou o mérito da proposta, mas justificou que a aprovação do texto contribui para "engessar" o Executivo. 

— O problema é o tipo de projeto que se faz, que o governo fique obrigado a fazer uma infinidade de ações e, com isso, perca a capacidade de planejar e definir prioridades e fazer ações coordenadas. 

Vetos

Outros nove vetos estão na pauta do plenário da Casa, dentre elas algumas polêmicas que já receberam críticas de deputados. Um deles impede a ampliação da região do Idene (Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais), medida defendida por parlamentares com base eleitoral na região.

Outra proposta também vetada quer que carros da saúde e da segurança sejam equipados com GPS. Um outro projeto quer obrigar supermercados a identificar produtos oriundos da agricultura familiar.