Em sentença, juiz recomenda que homem que tinha duas amantes "tome juízo"
Magistrado ainda disse que ele se sentia "mais desejado que brigadeiro em festa de criança"
Minas Gerais|Do R7 MG
Uma briga entre duas mulheres por causa de um namorado terminou em caso de Justiça em Divinópolis, na região Central de Minas Gerais. Ao fim do processo, a autora foi condenada a indenizar a vítima por danos morais. Mas o que chamou atenção foi a forma como a sentença foi proferida pelo juiz Carlos Roberto Loiola.
Na decisão, de março deste ano, o magistrado explica que a ação envolveu “sujeito do desejo ardente das duas mulheres que afirma em juízo ser solteiro, amante das duas, mas que não pretende compromisso sério com nenhuma delas e que saiu de fininho quando a baixaria começou, pois não queria rolo para o seu lado”. “Tempos modernos”, ressalta o juiz.
Durante o julgamento, houve mais confusão envolvendo as duas, que já tinham se envolvido em uma briga com “surra, puxão de cabelo, unhada e tudo o mais que a gente imagina de briga de mulher briguenta”, o que foi o motivo para o processo.
Segundo o juiz, ao se ver sendo disputado pelas duas até no plenário, o homem “se sentiu mesmo o rei da cocada, mais desejado que bombom brigadeiro em festa de criança”.
Antes de finalizar a sentença, que terminou com uma das amantes condenada a pagar R$ 3.000 à outra devido às agressões, o magistrado ainda deixou um recado ao “rei da cocada”.
“Caso ele tome conhecimento da sentença, recomendo que ele tome juízo. Quando estiver na casa de uma e a outra ligar para ele, ao invés de falar a verdade, recomendo que ele diga que está na pescaria com os amigos. Evita briga, litígio, quiprocó e não tem importância nenhuma. Não é crime”.















