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Empresária de BH é suspeita de ser mandante de três assassinatos

Kênia Mara de Souza tem ficha criminal de 13 páginas, segundo Polícia Civil

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

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Mulher contou com a ajuda de dois comparsas no crime
Mulher contou com a ajuda de dois comparsas no crime

Estelionato, uso de documentos falsos, latrocínio, homicídio, falsa comunicação de crime e falsificação de documentos públicos: a ficha criminal da empresária Kênia Mara de Souza, de 39 anos, apresentada nesta segunda-feira (9) pela Polícia Civil, é extensa. Segundo as investigações da Polícia Civil, ela é suspeita de planejar três assassinatos, sendo um deles o do motorista José Carlos de Lima, em outubro deste ano.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Hugo Arruda, a mulher contou com a ajuda de dois comparsas para executar o crime. Dentre eles, está David de Oliveira, de 22 anos, ex-funcionário de Kênia.


A mulher é proprietária de uma empresa que aluga caminhões para guincho e transformadores avaliados em R$ 350 mil. De acordo com o delegado, uma empresa de Belo Horizonte contratou os serviços de Kênia, alugando um caminhão que faria o transbordo de uma carga de transformadores vinda de São Paulo. Consciente do alto custo dos equipamentos, ela planejou interceptar o veículo e roubar os produtos que seriam levados para a empresa da capital mineira.

No dia 19 de outubro, a empresária e os dois comparsas foram até o local onde o caminhão conduzido pela vítima aguardava a chegada de outro veículo para fazer a transferência dos aparelhos. Armado, Oliveira rendeu a vítima e levou o caminhão com a carga até a o galpão de Kênia. O veículo foi encontrado horas depois abandonado no Anel Rodoviário. Já o motorista foi achado morto com um tiro no olho em uma estrada de Ribeirão das Neves, na Grande BH.


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Arruda conta que a suspeita “maquiou” os equipamentos, apagou os números de série e fez vários procedimentos para que eles não fossem reconhecidos. Em seguida, ofereceu os produtos à empresa que havia contratado seus serviços.


— Ela ofereceu o equipamento já adulterado para ser alugado pela empresa que deveria ter recebido a carga e ainda cobrou o valor de R$ 36 mil por mês.

A suspeita sobre a empresária, de acordo com o delegado, surgiu a partir de provas materiais e outros indícios.


—Poucas pessoas tinham conhecimento da operação. Então começamos a investigar os envolvidos no serviço e chegamos até a Kênia, vimos que ela já tinha antecedentes e era investigada por outros dois homicídios.

Em seguida, os equipamentos foram encontrados no galpão da empresa da mulher, fato que comprovou a tese da Polícia Civil. Mesmo presa, Kênia não confessa os fatos, mas cai em contradição nos depoimentos. Agora, o delegado pretende apurar a possível participação de outros funcionários nos crimes, além de continuar nas buscas pelo terceiro envolvido no crime.

Morte de peixeiro

Recentemente, veio à tona a participação de Kênia na morte do peixeiro Fábio Batista de Melo, executado a tiros no estabelecimento da família no bairro Bonfim, região noroeste de Belo Horizonte. Kuênia seria a mandante em uma disputa por um terreno no bairro Caiçara. A viúva de Melo conta que as ameaças eram constantes.

— Ela passava na porta, gritava com ele, chamava de vagabundo, bandido, dizia que ia matar ele.

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