"Escolha muito feliz", diz presidente do STF sobre indicação de Flávio Dino para vaga no Supremo
Ministro Luís Roberto Barroso diz que foi consultado por Lula sobre os três nomes que estavam em análise para o cargo
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luís Roberto Barroso, avaliou como "muito feliz" a indicação do ministro da Justiça, Flávio Dino, para a vaga aberta no Supremo. Durante a 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (27), Barroso revelou que foi consultado por Lula sobre as opções disponíveis.
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"Havia três nomes na mesa: Jorge Messias da AGU [Advocacia-Geral da União], que tem um desempenho altamente qualificado, o presidente do TCU [Tribunal de Contas da União], que também tem sido um protagonista de momentos importantes da vida brasileira e o ministro Flávio Dino, igualmente qualificado. Não gosto de hierarquizar pessoas, mas acho que ele representa sim a resiliência democrática brasileira de todos nós", declarou.
"Acho que foi uma escolha muito feliz do presidente da República. É uma prerrogativa dele. Todo mundo sabe que eu defendo a feminilização dos tribunais, mas no caso do Supremo é prerrogativa do presidente. Flávio Dino foi juiz federal de qualidade, foi secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça, foi governador do Maranhão bem avaliado. Portanto, acho que é uma pessoa que viveu, eu diria, no mundo do judiciário, do Legislativo e no do Executivo. Vejo todas as qualificações dele. Será recebido pelo supremo com muita alegria", completou.
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Barroso também viu com bons olhos o nome do vice-procurador-geral eleitoral Paulo Gonet para o comando da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ambas indicações foram feitas nesta manhã.
"Paulo também é um professor de qualidade. É autor de um livro clássico com o ministro Gilmar Mendes. Foi vice-procurador-geral durante a minha gestão no Supremo Tribunal Eleitoral. Também acho que aqui o presidente escolheu uma boa pessoa, de alta qualidade", declarou.
Para que os indicados assumam os cargos, de fato, o Senado Federal precisa aprovar os nomes. Para isto, eles passarão por uma sabatina.














