Esteticista suspeita de aplicar silicone industrial deve seguir presa
Esteticista foi presa em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, no início do mês; produto é destinado à vedação de vidros
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

O desembargador Sálvio Chaves, do TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), negou o pedido de habeas corpus da esteticista presa suspeita de aplicar silicone industrial nos glúteos de clientes.
A defesa de Amanda Juliana Fernandes França fez o pedido de liberdade após a empresária Deyse Viviane Martins Lopes, também detida pelos crimes, ser solta nesta terça-feira (24). Os advogados alegaram que a mulher não tem antecedentes criminais, tem residência fixa no Rio de Janeiro e não pretende dificultar as investigações.
“A paciente não pretende se furtar à aplicação da lei penal, nem obstaculizar o restante das investigações, uma vez que possui residência fixa na comarca do RJ com advogados constituídos nos autos para defendê-la e apresentá-la a todos os atos processuais”, destacou a solicitação.
O desembargador, contudo, afirmou que a situação das duas investigadas não é idêntica. O magistrado destacou que as investigações apontam que Amanda era a responsável por comprar os produtos químicos usados nos procedimentos. Além disto, a mulher estava fazendo uma aplicação no momento em que foi presa na clínica que pertence a Deyse.
“Até o momento o que se vê era Amanda Juliana quem mantinha o contato físico direto com as pessoas, as suas “clientes”, sendo ela quem injetava produtos químicos nos corpos das pessoas, produtos esses, que ela própria adquiria não se sabendo ao certo onde ou de quem, o que ainda demanda especial apuração”, justificou o desembargador ao negar o pedido de liberdade. A reportagem tenta contato com a defesa de Amanda Juliana.
O caso
Deyse e Amanda foram presas em 6 de dezembro, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, suspeitas de aplicar em mais de 100 pacientes o material destinado à impermeabilização de azulejos e vedação de vidros.
Segundo as vítimas, os produtos teriam sido aplicados o consentimento, uma vez que elas pensavam se tratar de outra substância.















