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Ex-sargento da Marinha que matou vizinho em Betim é indiciado por homicídio qualificado

Polícia Civil concluiu o inquérito e também indiciou a mãe do militar por omissão

Minas Gerais|Alice Brito e Antônio Paulo da RECORD Minas e Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Guilherme Augusto Rodrigues Martins, ex-sargento da Marinha, foi indiciado por homicídio qualificado pela morte do vizinho Carlos Alberto dos Santos em Betim.
  • A mãe de Guilherme, Joselí Rodrigues Nascimento, também foi indiciada por omissão no caso.
  • O crime foi registrado por câmeras de segurança, que mostraram a discussão e os disparos que vitimaram Carlos Alberto.
  • Guilherme possui um histórico de violência e foi diagnosticado com esquizofrenia, o que levou à solicitação de sua internação provisória.

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Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, conhecido como "Carlin Gaiola", morto por Guilherme em Betim
Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, conhecido como "Carlin Gaiola", morto por Guilherme em Betim RECORD Minas/ Reprodução

O terceiro-sargento da reserva da Marinha Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 34 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima pela morte do vizinho Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, conhecido como “Carlin Gaiola”. O crime ocorreu no dia 14 de julho, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A conclusão do inquérito foi divulgada nesta terça-feira (29).

Além de Guilherme, a mãe dele, Joselí Rodrigues Nascimento, de 54 anos, também foi indiciada por omissão. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário.


De acordo com a investigação, Carlos Alberto foi morto por disparos de um revólver calibre .22. A arma utilizada no crime, assim como munições, foi apreendida durante as investigações. Guilherme foi preso em flagrante no dia do homicídio.

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil também representou pela internação provisória do investigado. Segundo a corporação, a medida foi solicitada com base em um laudo que aponta diagnóstico de esquizofrenia e no histórico de envolvimento do militar em outros dois homicídios, como forma de garantir a ordem pública.


Durante a investigação, policiais civis ouviram testemunhas e reuniram imagens de câmeras de segurança que registraram a dinâmica do crime.

As imagens mostram que, por volta das 16h12, Carlos Alberto abre o portão de casa e entra no carro. Guilherme se aproxima da janela do motorista e os dois aparentam conversar. Em seguida, o militar se afasta, a vítima desce do veículo e a discussão continua fora do alcance da câmera. Segundos depois, são ouvidos os disparos.


Mesmo ferido, Carlos Alberto ainda conseguiu caminhar até a residência para pedir ajuda. Ele foi socorrido por vizinhos ao Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia constatou quatro perfurações provocadas por disparos de arma de fogo.

Na época do crime, Guilherme afirmou à polícia que agiu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada por ele, Carlos teria invadido a casa armado com uma faca e ele atirou para se proteger, sofrendo um ferimento na mão durante a luta. No entanto, as imagens de segurança passaram a ser um dos principais elementos da investigação e confrontam essa versão.


Na residência do investigado, os policiais apreenderam o revólver calibre .22 utilizado no crime, que estava com a numeração raspada, além de 31 munições.

O caso também chamou atenção pelo histórico do militar. Em 2014, Guilherme matou Alessandro Veloso Pires com golpes de espada dentro de um ônibus interestadual em Taguatinga, no Distrito Federal. Documentos da Justiça apontam que ele foi declarado legalmente incapaz em 2021, após diagnóstico de esquizofrenia, transtorno obsessivo-compulsivo e episódios de surto psicótico.

Dados do Portal da Transparência mostram que Guilherme está na reserva da Marinha desde junho de 2024. A dispensa é permanente, e ele continua recebendo remuneração da Força Armada.

Relembre o crime

O crime aconteceu na tarde de 14 de julho, no bairro Jardim Teresópolis, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Câmeras de segurança registraram o momento em que Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, conhecido como “Carlin Gaiola”, saía de casa de carro e foi abordado pelo vizinho, o terceiro-sargento da reserva da Marinha Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 34 anos. Os dois conversaram rapidamente e, em seguida, Carlos desceu do veículo. A discussão continuou fora do alcance da câmera e, segundos depois, foram ouvidos disparos de arma de fogo.

Mesmo baleado, Carlos ainda conseguiu caminhar até a própria residência para pedir ajuda. Ele foi socorrido por vizinhos ao Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia constatou que a vítima foi atingida por quatro tiros.

Preso em flagrante no dia do crime, Guilherme alegou à Polícia Civil que agiu em legítima defesa, afirmando que o vizinho teria invadido sua casa armado com uma faca. A versão, no entanto, foi confrontada pelas imagens das câmeras de segurança e pelas investigações. Na residência do militar, os policiais apreenderam um revólver calibre .22 com a numeração raspada, utilizado no homicídio, além de 31 munições.

As investigações também revelaram que Guilherme possui diagnóstico de esquizofrenia e já havia se envolvido em outro homicídio, em 2014, quando matou um homem com golpes de espada dentro de um ônibus interestadual em Taguatinga, no Distrito Federal. Após concluir o inquérito, a Polícia Civil o indiciou por homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e representou pela internação provisória do investigado.

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