Mineiro é preso na Flórida suspeito de matar ex-namorada a tiros após término
Segundo relatos de amigos, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento, era ciumento e controlador
Minas Gerais|Giovana Riggio*, do R7
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Um brasileiro, natural de Engenheiro Caldas, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, foi preso na Flórida, nos Estados Unidos, suspeito de matar a ex-namorada. A vítima, identificada como Júlia, era filha de baianos e nasceu nos EUA. Ela foi encontrada morta a tiros dentro do apartamento onde morava após vizinhos ouvirem disparos de arma de fogo. De acordo com testemunhas, o relacionamento havia terminado dias antes, e amigos afirmam que o suspeito não aceitava o fim da relação. Ele se entregou às autoridades e permanece preso enquanto o caso é investigado.
Recém-formada na área da saúde, sonhava em construir uma carreira e buscava melhores condições de vida na Flórida. Enquanto tentava ingressar na profissão, trabalhava como garçonete para custear as despesas. Amigos a descrevem como uma jovem alegre, carismática, apaixonada por música, exercícios físicos e pela convivência com amigos.
Foi durante essa rotina de trabalho que ela conheceu William Rosa do Amaral, de 26 anos, natural de Engenheiro Caldas, que fica a 291km de Belo Horizonte. Os dois iniciaram um relacionamento há cerca de três meses, unidos pela convivência na comunidade brasileira e pelos objetivos em comum de construir uma vida nos Estados Unidos.
Segundo pessoas próximas ao casal, o namoro começou de forma tranquila, mas o comportamento de William mudou rapidamente. Amigos relatam que ele passou a demonstrar ciúmes excessivos e atitudes controladoras, principalmente em relação às publicações que Júlia fazia nas redes sociais, como vídeos na academia e fotos de biquíni. Incomodada com o sentimento de posse do companheiro, a jovem decidiu encerrar o relacionamento.
Na manhã do crime, moradores do condomínio onde Júlia vivia acionaram a polícia após ouvirem diversos disparos. Ao entrarem no apartamento, os policiais encontraram a vítima sem vida, com múltiplas marcas de tiros.
Depoimentos de testemunhas que afirmaram ter visto William entrando no condomínio pouco antes dos disparos fizeram com que ele se tornasse o principal suspeito. Após buscas realizadas pelas autoridades, o brasileiro decidiu se apresentar voluntariamente à polícia. Antes da entrega, gravou um vídeo direcionado a familiares e amigos informando que iria se entregar.
Enquanto as investigações prosseguem, familiares de Júlia, no Brasil, enfrentam o luto e os desafios para providenciar o traslado do corpo. As autoridades da Flórida ainda não divulgaram detalhes sobre as acusações formais nem a data da primeira audiência judicial de William, que permanece preso à disposição da Justiça norte-americana.
Estagiária sob supervisão de Cler Santos*
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