Minas Gerais Ex-secretário de saúde de MG volta a defender vacinação de servidores

Ex-secretário de saúde de MG volta a defender vacinação de servidores

Carlos Eduardo Amaral prestou depoimento à CPI na Assembleia de Minas e disse que imunização seguiu o texto do PNI

Secretário prestou depoimento na CPI dos Fura-Filas, na Assembleia de Minas

Secretário prestou depoimento na CPI dos Fura-Filas, na Assembleia de Minas

Divulgação / ALMG / Clarissa Barçante

O ex-secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral (Novo), voltou a defender, nesta quinta-feira (20), o processo de vacinação de servidores da SES-MG (Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais), durante a sua gestão. Ele prestou depoimento na CPI dos Fura-Fila, que investiga irregularidades nesse procedimento. 

De acordo com o ex-secretário, a vacinação dos funcionários foi orientada com base no PNI (Plano Nacional de Imunização), em deliberações do CIB-SUS (Comitê Intergestores Bipartite) e de um memorando publicado internamente pela secretaria. 

Veja: Para CPI, ex-secretário de saúde de Minas mentiu na Assembleia

Ele confirmou ter sido vacinado no dia 19 de fevereiro, assim como outros membros do primeiro escalão da pasta e que aguarda a convocação para tomar a segunda dose. Segundo ele, a vacinação foi para dar exemplo aos servidores da pasta. 

— Quando fui chamado para vacinação, dei exemplo para os servidores, para que cada um fosse se vacinar quando fosse chamado. O PNI cita trabalhadores da saúde de forma global e todos os servidores da SES-MG são considerados trabalhadores da saúde.

Reserva técnica

O ex-secretário também negou que houvesse algum problema no uso da reserva técnica para imunizar servidores da pasta. Segundo ele, a gestão dessas doses era de responsabilidade da pasta. A reserva técnica se refere a um percentual de 5% de cada remessa e é utilizada para repor perdas nos municípios. 

— A reserva técnica se destina à reposição de casos de perdas durante lote e, quando chega nova remessa, a reserva técnica expira e pode ser usada. Quando iniciamos a vacinação dos servidores, estávamos na quarta remessa, então, três reservas técnicas já haviam sido utilizadas.

Ato simbólico

Carlos Eduardo Amaral disse à CPI que a decisão de realizar o ato simbólico de vacinação no Aeroporto de Confins foi da Secretaria-Geral do Governo de Minas, comandada pelo secretário-geral Mateus Simões. A realização do evento contrariou uma norma técnica para que ele não ocorresse naquele local, mas no Hospital Eduardo de Menezes, no Barreiro, em Belo Horizonte. 

O ex-secretário negou que houvesse desacordo com a área técnica, embora um áudio da subsecretária de Agravos Transmissíveis, Janaína Passos de Paula, disponibilizado à CPI, mostra a posição dela de não realizar o evento no aeroporto. 

 — Não houve desacordo com área técnica, houve uma construção e a vacinação seguiu consenso de que, no final das contas, ela poderia ser feita no aeroporto. A orientação foi da comunicação do governo e da secretaria-geral.

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