Falsa enfermeira movimentou R$ 700 mil com golpe da vacina em MG, diz MP
Cuidadora de idosos e parentes foram denunciados pelo golpe aplicado em pessoas que queriam furar fila da imunização
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A cuidadora de idosos que se passava por enfemeira em Minas Gerais teria movimentado R$ 700 mil com o suposto golpe da falsa vacinação contra a Covid-19, aplicado em pessoas que queriam furar a fila da imunização, no início de 2021.
A informação consta na denúncia enviada pelo MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) à Justiça no último dia 8 de abril. Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas e outras cinco pessoas foram denunciadas por associação criminosa, estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e falsidade ideológica. Entre elas, a filha, o genro, o irmão e o namorado de Cláudia.
"O MPMG solicitou à Justiça que, após o recebimento e a autuação da denúncia, sejam os denunciados citados, processados e, ao final, condenados nas penas que lhe couberem, fixando-se ainda, a título de reparação dos danos causados pela infração (artigo 387, IV, do Código Penal), o valor mínimo de R$ 2.280,00 a uma das vítimas e o valor mínimo de R$ 6.500,00 a outra pessoa lesada, sem prejuízo de outros valores apurados na instrução criminal", completou o órgão.
A Polícia Federal, responsável pela investigação, acredita que Cláudia tenha aplicado soro fisiológico nos clientes. Ela cobrava R$ 600 de cada um deles por duas aplicações do que ela dizia ser vacina contra o coronavírus. Na época, apenas idosos eram atendidos pela campanha de imunização pública e a venda privada não era permitida — como ocorre até hoje. Foram realizados atendimentos em massa em uma garagem de ônibus para empresários e familiares, além de visitas a domicílio.
Segundo o MPMG, "ardilosamente, [Cláudia] fazia se passar por enfermeira, sem possuir tal qualificação, preparava e aplicava as substâncias por ela descritas como imunizantes contra a Covid-19, utilizando o nome do laboratório Pfizer, fazendo as vítimas acreditarem que se tratava de vacinas contra a Covid-19, quando, na realidade, a substância aplicada tratava-se de soro fisiológico. Ela fornecia às vítimas dos crimes de estelionato sua conta bancária e também a de integrantes do seu núcleo familiar, ora denunciados, para depósitos dos valores dos falsos imunizantes”.
Agora, cabe à Justiça receber a denúncia para que o caso comece a ser analisado e os investigados se tornem réus. Procurada, a defesa de Cláudia disse que vai se manifestar quando tiver acesso à denúncia. Os investigados respondem ao processo em liberdade.















