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Família constrói túmulo para obesa na hora do enterro em Minas

Caixão não cabia na gaveta padrão do cemitério de Matozinhos, na região central do Estado

Minas Gerais|Do R7

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Túmulo especial foi construído na hora do sepultamento
Túmulo especial foi construído na hora do sepultamento

Uma família precisou construir o túmulo para enterrar uma parente na hora do sepultamento em Matozinhos, na região central de Minas Gerais. A mulher sofria de obesidade mórbida e o corpo não cabia nas gavetas do cemitério da cidade.

O enterro foi no fim de semana, mas, em Matozinhos, os funcionários do cemitério só trabalham de segunda à sexta. Alguns coveiros até ajudaram, mas sem receber nada já que a prefeitura cortou a hora extra dos trabalhadores.


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Durante toda a manhã, parentes, amigos e os coveiros trabalharam no cemitério. O luto acabou dando espaço à revolta. Segundo Maria de Fátima Freitas, irmã da vítima, um boletim de ocorrência foi registrado.


— Foi uma humilhação muito grande. Um descaso.

O cemitério sofre com a falta de estrutura. De acordo com o município, os últimos corpos foram sepultados em gavetas com tamanho padrão. Quando há necessidade de alguma com medidas maiores, a prefeitura tem que ser informada com antecedência.


Como não há covas disponíveis, em vários túmulos há mais de um corpo. Por causa da superlotação do cemitério municipal, a prefeitura já começou a construir uma nova unidade. No terreno, porém, não há maquinas ou operários trabalhando.

Segundo o governo municipal, a obra ainda está em fase de licitação.

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