Família de bebê que morreu em creche não culpa dona do estabelecimento
Creche não tinha alvará para funcionamento e foi fechada
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

A família do bebê de nove meses que morreu em uma creche nesta terça-feira (5) não culpa a dona e os funcionários do estabelecimentos. Jão Lucas Batista foi enterrado na manhã desta quarta-feira (6). A criança foi sepultada no Cemitério da Consolação, às 11h.
A creche, que funcionava há quatro anos com duas funcionárias, não tinha alvará para funcionamento e foi fechada. A proprietária do estabelecimento, conhecida como Tia Ju, foi socorrida em estado de choque e levada para o hospital. Ela deve prestar esclarecimentos nos próximos dias. A família de Batista não vai processar a mulher pela morte, como explica a tia do bebê, Jaíne Silva.
— Ela está muito abalada. A gente entende o momento dela. É difícil tanto para nós quanto para ela que esteve com ele por seis meses. Queremos apenas agradecer pelo tempo que ela cuidou dele e nós não pudemos estar lá.
A professora Lilian Farias, vizinha do estabelecimento, alega ainda que se tratava apenas de um local para cuidar de crianças.
— Não é uma creche, ela é uma cuidadora informal e todos os pais tinham ciência disso. Isso nunca foi um problema. Pelo contrário, ela sempre se mostrava à disposição até em finais de semana e à noite.
Entenda o caso
De acordo com a Polícia Militar, Jão Lucas Batista estava em uma creche na rua Cracóvia, no bairro Jardim Europa. Uma das funcionárias percebeu que o bebê não estava respirando e pediu socorro.
O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local a criança já estava morta. O menino teria passado mal enquanto estava no carrinho. Um laudo do IML irá apontar a causa da morte de criança.















