Família de jovem morto em bailão não recebe ajuda prometida por dono da casa de shows
Suspeito de cometer o crime, delegado de polícia é filho do empresário
Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7 MG

A família do motoboy morto durante uma confusão em um bailão sertanejo na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, não recebeu nenhuma ajuda do dono da casa de shows, que também é pai do delegado suspeito de cometer o crime. O crime aconteceu há três meses.
O empresário Marcos Assunção afirmou, no dia seguinte à confusão, que a casa tinha seguro e que por isso pagaria despesas médicas à família de Thiago de Souza Martins, de 23 anos. Mesmo se o filho não fosse o responsável pelo tiro. "Nós temos seguro e vamos arcar com isso", disse à época.
Segundo a irmã da vítima, a babá Fernanda Martins, 26 anos, nada foi feito para ajudar o jovem, que morreu na última semana após três meses internado no Hospital João 23.
— Nem ligaram pra minha casa, só prometeram ajuda na delegacia, todo mundo viu. Enquanto isso, a família sofre, fora o que meu irmão passou por três meses até morrer. Eu vi ele [Gustavo] atirando. Vi de perfil e reconheci pelo tamanho, pela cor. Na delegacia ele ainda riu de mim, perguntando se eu tinha certeza que era ele.
O pai de Thiago, o pedreiro Eliazar Martins, confirma que a ajuda só ficou na promessa.
— Nunca procurou a gente, só ficou naquela vez. Eu quero ver o dinheiro que ele tem pra pagar a vida do meu filho.
O delegado Gustavo Garcia Assunção, mesmo sendo considerado o principal suspeito pela corregedoria da Polícia Civil, continua trabalhando normalmente na 3ª Delegacia de Ribeirão das Neves, como atestou a reportagem da Record Minas nesta semana. De acordo com o portal Transparência do Governo de Minas, ele tem recebido salário normalmente.















